Justiça
Pix sujo: juíza afasta três secretários e três vereadores
BATANEWS/INVESTIGAMS
A juíza May Melke Amaral Penteado Sivaregna determinou o afastamento de três vereadores e três secretários da Prefeitura de Sidrolândia, em decorrência da Operação Pix Sujo, do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
A juíza determinou o afastamento, por 180 dias, dos vereadores Cledinaldo Marcelino Cotócio, Izaqueu de Souza Diniz e Adavilton Brandão.
Também determinou a exoneração, por no mínimo 180 dias, de três secretários Enelvo Felini, Cleyton Martins Teixeira e José Ademir Gabardo.
Enelvo Felini foi exonerado da Secretaria de Municipal de Desenvolvimento Econômico E Meio Ambiente; Cleyton Martins Teixeira, Secretário Municipal de Agricultura e Abastecimento; e José Ademir Gabardo do cargo em comissão de Assessor de Serviços Especializados, vinculado à SEGOV, Município de Sidrolândia – MS.
O caso
O Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagram, ontem, a segunda fase da Operação Dirty Pix.
Foram presos: diretor do hospital municipal, Jacob Breure, a policial Cristina Rosa, e o assessor Júlio César Alves. Ainda foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria, em Mato Grosso do Sul.
A investigação do Gecoc teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, por convênio entre o governo de MS e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.
Apos a primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.
Segundo a apuração, o esquema investigado atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.
Os policiais constataram que eram elaborados planos de trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.
“Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores, intermediários e interpostas pessoas', diz nota do MPE.
Ainda segundo o Gecoc, as provas obtidas revelaram o abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso.





