Política
Faltou o carro da Odebrecht, diz Moro sobre desfile pró-Lula
Senador chamou apresentação de “deprimente espetáculo de abuso do poder' e disse que “a Coréia do Norte não faria melhor'
BATANEWS/PODER360
O senador Sergio Moro (União Brasil-SP) chamou o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (15.fev.2026) na Sapucaí de “deprimente espetáculo de abuso do poder'.
Em post no seu perfil no X, disse que a escola não abordou “escândalos de corrupção' e apresentou “ataques aos adversários, tudo financiado pelo governo'.
“Faltou o carro da Odebrecht e do sítio de Atibaia no desfile do Lula. Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo governo. A Coreia do Norte não faria melhor' , escreveu o senador.
Antes do início do desfile, Moro já havia criticado a homenagem que seria feita a Lula pelo que chamou de “propaganda eleitoral antecipada' .
A Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio com um samba-enredo sobre Lula: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
O mulungu é uma árvore nativa do Brasil, encontrada principalmente na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu nome científico é Erythrina velutina. Pode atingir até 15 metros de altura. A planta produz flores vermelhas de agosto a janeiro, período em que fica sem folhas. A origem do nome vem do tupi “mussungú” ou “muzungú”, com possíveis raízes etimológicas africanas relacionadas ao significado de “pandeiro”.
Fundada em 2018, a escola participou de só 3 carnavais antes de vencer a Série Ouro (antigo Grupo de Acesso), em 2025, e ser alçada ao grupo de elite do carnaval do Rio. Competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro.
A oposição criticou a decisão de Lula ser tema de samba-enredo:
A escolha do enredo não foi a única controvérsia protagonizada pela agremiação fluminense. O Poder360 mostrou, em 5 de fevereiro, que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).



