Política
Prefeito de Tacuru repreende servidores por fala sobre veneno e proíbe ida a aldeias
Áudio que circulou após o resultado da eleição
MAYARA BUENO
Após a circulação de áudios de conversa entre dois servidores que sugerem colocar veneno na água, o prefeito de Tacuru, município na região sul de Mato Grosso do Sul, Rogério Torquetti admitiu que os dois participaram da conversa e afirmou que os repreendeu, determinando que não fossem às comunidades.
“No dia da eleição, por volta das 21h, os dois, meio eufóricos, alcoolizados, falaram isso. Conversei com os dois, os repreendi. Ambos trabalham na cidade e, mesmo assim, estão proibidos de ir até as comunidades indígenas”, afirmou o prefeito.
No áudio, os dois lamentam o resultado das urnas e reclamam que as pessoas se “matam” de ajudar esses “capetas”, enquanto os “cães” fazem isso, se referindo ao resultado da eleição.“Mas fazer o quê? A gente não pode fazer nada. Eu já falei, tem que ‘ponhar’ veneno na água, matar essas pragas na água”, diz um dos trechos do áudio.
Segundo o prefeito, um dos servidores trabalha na coleta seletiva na Secretaria de Meio Ambiente e o outro atua no caminhão de caçamba, na Secretaria de Infraestrutura.
Rogério também afirmou que conversou com os indígenas na tentativa de apaziguar os ânimos. Em suas redes sociais, publicou vídeos ao lado de uma pessoa que identifica como “Zuleine”, na Aldeia Sassoró, e destacou que, apesar das divergências de opiniões políticas, eles convivem sem conflitos. O prefeito também afirmou que o ocorrido foi um mal-entendido. Em Tacuru, além da Sassoró, existe a comunidade indígena Jaguapiré.
Na eleição do segundo turno, realizada no domingo (25), o presidente reeleito Lula (PT) recebeu 3.189 votos, o equivalente a 62,19%. Já o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) obteve 1.939 votos, o que representa 37,81% da preferência do eleitorado.







