Política
Polícia prende 11 e fecha depósito clandestino de medicamentos
Grupo vendia canetas emagrecedoras, anabolizantes e eletrônicos vindos do Paraguai; chefe do esquema fugiu
BATANEWS/CGNEWS
Uma ação do GOI (Grupo de Operações e Investigações) da Polícia Civil fechou, no Bairro Jardim Aero Rancho, em Campo Grande, depósito clandestino de armazenamento e distribuição de medicamentos sem registro sanitário e mercadorias contrabandeadas do Paraguai. Ao todo, 11 pessoas foram presas em flagrante no imóvel, adaptado para funcionar como entreposto e central de atendimento para vendas online.
A ação aconteceu após denúncias anônimas sobre a movimentação intensa no imóvel na Rua Capitalista. Equipes do GOI realizaram monitoramento velado na região e confirmaram a rotina de entregadores que saíam da casa carregando caixas e sacolas de despacho. Durante a abordagem dos agentes, o homem apontado como chefe do esquema usou um veículo branco para interceptar a viatura policial, fez menção de sacar uma arma de fogo e fugiu. Ele segue procurado pelas forças de segurança.
Para entrar na residência, os policiais precisaram estourar o portão. No interior, constataram uma estrutura dividida em dois ambientes principais: uma área de estoque climatizado onde geladeiras eram utilizadas para manter canetas emagrecedoras do tipo Mounjaro e anabolizantes injetáveis e um escritório de vendas conectado por uma passagem aberta na parede, montado com computadores, impressoras de etiquetas e múltiplos celulares dedicados ao atendimento telefônico e despacho das mercadorias.
Ao todo, os policiais apreenderam 14 telefones celulares (alguns identificados com etiquetas como 'Delivery' e 'Perfumaria'), dois notebooks, três máquinas de cartão, 16 notas fiscais emitidas no Paraguai, agendas de controle comercial relativas aos anos de 2025 e 2026 e R$ 950 em dinheiro fracionado para troco. Também foram recolhidos lotes de cigarros eletrônicos (pods), perfumes importados e bebidas alcoólicas sem comprovação legal de importação.
Foram 11 presos na ação, e o líder do esquema segue foragido. Todos os suspeitos estavam na residência e foram encaminhados à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e respondem pelos crimes de associação criminosa , contrabando e adulteração, falsificação ou alteração de produtos destinados a fins medicinais.
Eles foram identificados como Adrielly Lúcia Macena, 31, Ana Paula Amorim Araújo, 30, Edson Ramão Medina Júnior, 23, Emily Yara Fernandes de Oliveira, 20, Jonathan Hofman Vieira, 36, Josiany de Souza Sanches, 22, Ketellen de Souza dos Santos Gonçalves, 26, Luana Aparecida Miranda, 23, Lucielle Aline Araújo do Prado, 31, Raul dos Santos Assis e Costa, 21, e Tiago Fernandes Gomes Nerys Filho, 20.
Todo o material apreendido durante a operação passará por perícia técnica da Polícia Científica e por análise dos órgãos de fiscalização sanitária para instruir o inquérito policial.





