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Ponte da Bioceânica está a apenas 5,6 metros da ligação entre Brasil e Paraguai
THIAGO MARQUES
Faltam apenas 5,60 metros para que a Ponte da Bioceânica una, de forma definitiva, os lados brasileiro e paraguaio sobre o Rio Paraguai. O encontro das duas extremidades da estrutura, conhecido na engenharia como 'beijo das aduelas', está previsto para ocorrer entre os dias 14 e 15 de julho, segundo o coordenador da obra, o engenheiro civil paraguaio Rene Gomez.
O momento simboliza o principal avanço da construção que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai. Embora a conexão estivesse inicialmente prevista para maio, ajustes técnicos e reavaliações durante a execução alteraram o cronograma.
A obra é coordenada pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai, financiada pela Itaipu Binacional, por meio da administração paraguaia, e executada pelo Consórcio PyBra.
De acordo com Gomez, ainda cabe ao governo paraguaio decidir se haverá uma cerimônia para marcar a união definitiva da estrutura.
Atualmente, cerca de 140 trabalhadores atuam no canteiro de obras. Depois da ligação entre os dois lados da ponte, os serviços entrarão na fase de acabamento, que inclui pavimentação, instalação de dispositivos de proteção contra colisões e quedas, iluminação ornamental e operacional, além da sinalização viária.
A expectativa é de que essa etapa dure cerca de três meses.
'Esse trabalho deve demorar pelo menos três meses, então acreditamos que devemos concluir a obra da ponte em meados de outubro', afirmou o coordenador.
Enquanto a ponte se aproxima da conclusão, o Paraguai também avança na infraestrutura necessária para integrá-la à Rota Bioceânica. Está em construção um acesso asfaltado de 3,8 quilômetros, que ligará a estrutura à rodovia PY-15.
As obras começaram em outubro de 2025, com investimento de US$ 20 milhões, financiado pela Itaipu Binacional, e têm previsão de entrega para outubro deste ano.
No lado brasileiro, porém, o cronograma segue mais lento. As obras do acesso à ponte começaram apenas em setembro de 2024 e, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a previsão é concluir os trabalhos apenas no segundo semestre de 2027.
Com investimento estimado em R$ 500 milhões, o projeto prevê a implantação de 13,1 quilômetros de rodovia ligando a BR-267 à ponte internacional, além da construção de um viaduto, seis pontes e do Centro Unificado de Fronteira entre Brasil e Paraguai.
A diferença entre os cronogramas evidencia um descompasso de mais de um ano entre a conclusão da ponte e a entrega da infraestrutura brasileira necessária para que a ligação internacional opere plenamente como corredor da Rota Bioceânica.





