Policial
Campo-grandense suspeito de feminicídio de miss morreu por asfixia mecânica no RJ
Endreo já tinha registros de violência doméstica em Campo Grande
BATANEWS/MIDIAMAX
A causa da morte do campo-grandense Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos, suspeito pelo feminicídio da miss Ana Luiza Meteus, de 29 anos, foi em decorrência de asfixia mecânica por enforcamento, aponta laudo do IML (Instituto Médico Legal). Ele foi encontrado morto horas após a prisão na última quarta-feira (22) em uma cela da DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), no Rio de Janeiro.
A modelo e candidata ao Miss Cosmo Brasil 2026, Ana Luiza, foi encontrada morta na manhã da última quarta-feira após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca. Até então, o principal suspeito pela morte era Endreo, preso na ocasião em flagrante por suspeita de feminicídio.
Conforme o O Globo, a causa da morte que consta na declaração de óbito concluída na quinta-feira (23) indica que Endreo morreu por asfixia mecânica por enforcamento. Segundo a Polícia Civil, ele teria se enforcado com a própria bermuda dentro da carceragem.
Parentes de Endreo foram ao IML para fazer a liberação do corpo, acompanhados por um advogado – que informou que a família está “muito abalada” e não se manifestará sobre o caso.
Relacionamento Ainda, segundo O Globo, Endreo e Ana se conheceram num shopping da Barra da Tijuca. No carnaval, ele a convidou para um camarote na Sapucaí e, logo depois, começaram a namorar. Endreo teria se apresentado com o nome do irmão, afirmando também que era estudante de Medicina.
Ao delegado Renato Martins, da DHC, testemunhas relataram que o casal vivia uma relação conturbada. Sendo que na madrugada de quarta, ao menos duas discussões foram ouvidas, motivadas pela compra de uma passagem de ônibus para Teixeira de Freitas, no Sul da Bahia, onde Ana tinha família. A viagem, segundo o policial, teria sido a forma encontrada para sair da relação, iniciada há três meses.
“Quando a gente chegou, ele estava chorando e ensanguentado ao lado da vítima. Ele foi até lá e mexeu na posição do corpo. Mexeu em diversas situações. Para nós, tudo isso foi feito para tentar despistar a perícia. Temos outros elementos e condições técnicas que demonstram que a vítima foi impulsionada para a queda”, disse o delegado Renato Martins.
Em depoimento, Endreo contou aos agentes que sentia ciúmes de Ana Luiza e não aceitava a exposição dela nas redes sociais. “Ele relatou que tinha ciúmes da vítima. Disse que ela era muito assediada e que ele não conseguia superar isso. Essa insegurança que ele tinha fazia com que ele tentasse restringir a vítima, que a tentasse controlar. Ele não gostava, inclusive, que a vítima saísse sozinha. Isso tudo acabou levando a esta tragédia”, conclui o delegado.




