Brasil mantém maior taxa de juros reais do mundo

BC decidiu manter taxa básica de juros em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

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Foto Sergio Moraes Reuters

O Brasil segue com a maior taxa de juros reais do mundo após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) desta quarta-feira (4), segundo ranking elaborado por MoneYou e Lev Intelligence.

A diretoria do Banco Central votou unanimemente pela manutenção da taxa Selic no patamar de 13,75% ao ano. Descontada a inflação, a taxa de juros reais do país fica acima de 9%, sendo a maior do mundo novamente.

No comunicado que acompanhou a decisão, o Copom evitou se comprometer com os próximos passos dos juros, citando que 'seguirá acompanhando a evolução do cenário, para manter a restrição adequada de forma a assegurar a convergência da inflação à meta'.

O cenário observado pela diretoria do BC é de 'taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução'.

O pessimismo dos investidores foi um dos pontos de atenção observado pelo Copom, que destacou o 'aumento significativo das incertezas em torno do cenário base' em seu comunicado.

Somadas a taxas já contracionistas e uma desaceleração da atividade econômica mais rápida que o esperado, as expectativas de inflação deterioradas representam 'um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução', segundo o colegiado.

A diretoria do BC ressalta ainda que as expectativas do mercado para a inflação de 2026 e 2027 apuradas pelo boletim Focus distanciaram-se da meta de 3% desde a reunião de setembro, situando-se em 5,2% e 4,8%, respectivamente.

Nessa linha, o Copom também elevou suas estimativas de inflação para todo o horizonte observado (CNN, 4/11/26)