Esfaqueada 18 vezes, Ana conseguiu relatar a violência e denunciar ex-namorado

Homem não aceitou fim do relacionamento que havia durado pouco mais de 2 meses

BATANEWS/CGNEWS


Foto: Divulgação

A relação entre Ana Cordeiro Goes, 45 anos, e Daniel Paz dos Santos, 32 anos, tinha durado pouco mais de dois meses. Foi tempo suficiente para ela entender que não queria seguir com o namoro e pedir o término. Mas ele não aceitou e disse a fatídica frase que antecede muitos casos de feminicídio. 'Se ela não for minha, não vai ser de mais ninguém'.

Ana morreu no dia 30 de julho, em Água Clara, a 193 quilômetros de Campo Grande. Ela estava em casa, com a neta de 5 anos, quando Daniel a surpreendeu e a esfaqueou 18 vezes. Foi a criança quem conseguiu pedir ajuda.

A vítima foi levada para hospital em Água Clara e conseguiu conversar com os filhos e a melhor amiga, relatando o que tinha acontecido. Mas o estado de saúde piorou, ela foi transferida para Três Lagoas, e não resistiu aos ferimentos, morrendo naquela noite.

Em vários casos de feminicídio, as outras vítimas - pais, filhos, netos e irmãos - precisam lidar com o luto e, muitas vezes, precisam de apoio psicológico e social. Neste episódio, você vai conhecer o Projeto Legado de Amor - Órfãos do Feminicídio, desenvolvido pelo Navit (Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais Violentos), do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

O projeto, voltado para crianças e adolescentes, identifica os órfãos do feminicídio e oferece assistência jurídica, psicológica, social, acesso à segurança e à saúde. Também faz a ponte com outros órgãos públicos que prestam apoio, como no Programa Recomeços, que oferece aporte financeiro.

Para ter mais informações sobre o Projeto Legado de Amor, entre em contato como Navit (99250-4911). O horário de atendimento é das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira, exceto nos feriados. Em caso de emergência, ligue 190.