Consultoria vê oferta elevada pressionar preços do milho

Em Mato Grosso do Sul, o cereal é cotado entre R$ 52 e R$ 54 por saca.

BATANEWS/AGROIN


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O mercado de milho segue com negociações lentas, enquanto o clima dificulta o avanço de parte das lavouras de verão da safra 2026/27. Segundo a TF Agroeconômica, a oferta nacional superior à demanda pressiona as cotações do milho e mantém os compradores cautelosos, com aquisições voltadas à reposição de estoques.

No Rio Grande do Sul, as referências variam de R$ 60 a R$ 70 por saca. A média estadual da Emater recuou 0,57%, para R$ 62,59, enquanto o disponível em Cruz Alta está em R$ 75. O plantio alcançou 81% da área, conforme a Conab. Umidade elevada, baixa luminosidade e frio retardam os trabalhos e o crescimento das plantas. Houve geadas pontuais no Planalto Superior, e o granizo do fim de setembro reduziu o potencial produtivo das áreas mais atingidas.

Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, diante de propostas de compra próximas de R$ 55. A diferença limita os negócios. A semeadura chegou a 89,9%, acima da média histórica de 85%, e as lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento.

No Paraná, o plantio atingiu 86%, abaixo dos 94% de igual período de 2025 e da média de 90,2%. Tempestades provocaram desfolhamento e favoreceram pragas e doenças. Os preços ao produtor recuaram para R$ 60,45 por saca no Centro Oriental e R$ 50,58 no Oeste, mas subiram para R$ 65,83 no Norte Central.

Em Mato Grosso do Sul, o cereal é cotado entre R$ 52 e R$ 54 por saca. A indústria de bioenergia absorve parte da oferta, enquanto os demais compradores evitam ampliar estoques. Produtores restringem novos lotes. A demanda europeia abre uma alternativa aos embarques brasileiros, mas as exportações seguem abaixo do ritmo de 2025.