Agricultura
Milho safrinha ganha nova biotecnologia contra lagartas na safra 28/29
A Vylor anunciou o lançamento da tecnologia Abramvo para milho na safra 2028/29 no Brasil, trazendo proteção e estabilidade de rendimento.
BATANEWS/AGROIN
O mercado brasileiro de sementes de milho receberá uma nova plataforma de biotecnologia voltada ao combate de pragas e à mitigação de perdas causadas por variações climáticas. A Vylor confirmou o lançamento comercial da tecnologia Abramvo para a safra 2028/2029 no país, condicionado à conclusão das etapas regulatórias e aos protocolos de controle do produto.
A inovação foi desenvolvida para atender às especificidades das lavouras tropicais da América Latina, onde a safrinha de milho enfrenta regimes irregulares de chuvas e temperaturas elevadas. O pacote tecnológico combina três frentes de ação na mesma semente: dois novos modos de ação para controle de insetos, tolerância a herbicidas e a tecnologia denominada Yield Stability.
A proteção inseticida foca o combate à lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga mastigadora que atinge os canaviais e milharais brasileiros, introduzindo proteínas que evitam a evolução da resistência no campo.
Nova biotecnologia: A tecnologia Abranvo chega na safra 2028/2029 com dois novos modos de ação contra lagartas e mecanismo de estabilidade produtiva.
O grande diferencial estrutural do evento biotecnológico reside na inserção da característica Yield Stability, desenvolvida para assegurar estabilidade de rendimento em áreas submetidas a estresse hídrico ou térmico. A ferramenta atua na regulação da expressão de uma proteína nativa do milho, estendendo sua presença ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento da cultura.
Essa alteração fisiológica melhora o vigor inicial das plantas durante a fase de emergência, proporcionando estabelecimento rápido no solo. Durante a fase de enchimento de grãos, a planta mantém a taxa fotossintética e otimiza a absorção de nutrientes no perfil do solo, minimizando os impactos de veranicos frequentes na segunda safra.
A capacidade de manter a produtividade em condições adversas atende a uma demanda histórica dos agricultores do Cerrado e do Sul do país, onde oscilações no regime de chuvas definem o teto produtivo do milho.
Resistência climática: O mecanismo Yield Stability estende a expressão proteica na planta, melhorando a fotossíntese e o enchimento de grãos sob seca.
A introdução da tecnologia no Brasil direciona-se aos 24 milhões de hectares cultivados com milho no país, área onde a segunda safra representa a maior parcela da produção nacional. A exposição das lavouras de safrinha ao fechamento da janela de chuvas torna a estabilidade de produtividade um fator decisivo para a rentabilidade do produtor rural.
A empresa projeta que o uso de sementes com maior eficiência no uso da água e dos nutrientes reduzirá o risco financeiro da atividade, permitindo colheitas mais homogêneas entre diferentes safras.
A tecnologia Abramvo servirá de base para a introdução de uma nova geração de eventos biotecnológicos planejados para a próxima década. O pipeline da empresa prevê a substituição gradual do evento por novas proteínas de proteção a partir de 2035, mantendo o fluxo contínuo de inovação na cultura do milho.