Policial
Idosa de 75 anos perde R$ 3,8 mil em golpe de falso advogado em MS
Golpistas usaram foto de uma advogada no WhatsApp e prometeram liberação de cerca de R$ 39 mil mediante pagamento antecipado
BATANEWS/MIDIAMAX
Uma idosa de 75 anos perdeu R$ 3,8 mil após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por uma advogada pelo WhatsApp, em Campo Grande. O caso foi registrado ontem, segunda-feira (7), na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), como fraude eletrônica.
Segundo o boletim de ocorrência, os golpistas usaram a fotografia de perfil da advogada e entraram em contato com pessoas relacionadas a processos judiciais. Os criminosos informavam que havia valores a serem liberados pela Justiça, mas exigiam um pagamento antecipado referente a supostas custas, taxas ou despesas processuais.
A idosa, que é vizinha da advogada, recebeu uma mensagem de um dos números utilizados pelos fraudadores. Acreditando estar falando com a profissional, foi informada de que teria cerca de R$ 39 mil a receber em decorrência de um processo judicial.
Para liberar o suposto valor, os criminosos solicitaram um pagamento antecipado. Induzida pelo golpe, a vítima realizou uma transferência de R$ 3.800 por meio de PIX para a conta indicada pelos autores.
Posteriormente, a vítima descobriu que não havia conversado com a advogada e que o pedido de pagamento era falso. A profissional procurou a polícia e informou que não reconhece os números utilizados pelos criminosos e jamais solicitou qualquer transferência.
Outra vítima foi alertada a tempo
Outro cliente da advogada também foi abordado pelos golpistas. Nesse caso, os criminosos afirmaram que havia aproximadamente R$ 19 mil a serem liberados judicialmente e pediram o pagamento de valores por PIX. A pessoa foi alertada sobre a fraude e não realizou a transferência.
Conforme o registro policial, os autores utilizaram pelo menos dois números de telefone para aplicar o golpe e podem ter se baseado em informações de processos judiciais e clientes para tornar as abordagens mais convincentes.
A polícia deverá apurar os números utilizados, as contas e chaves PIX que receberam os valores, além dos dados cadastrais dos beneficiários e das instituições financeiras envolvidas. A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra os responsáveis.






