Pesquisas mudam pouco e candidatos precisarão de carta na manga para virar jogo em MS

Escândalo sexual e Bolsonaro mudaram eleição passada em Mato Grosso do Sul

BATANEWS/INVESTIGAMS


Foto: Divulgação

As pesquisas divulgadas até o momento para o Governo de Mato Grosso do Sul indicam pouca mudança na preferência do eleitor. A maioria dos levantamentos publicados até o momento indicam uma vantagem de Eduardo Riedel (PP), com possibilidade de vitória no primeiro turno. Para impedir o fim da eleição já no dia 4 de outubro, candidatos precisarão caprichar na campanha de oposição.

Riedel é beneficiado pela tendência à reeleição que o Estado segue nos últimos anos.  Foi assim com Zeca do PT, André Puccinelli e Reinaldo Azambuja, que comandaram o Estado por oito anos.

No grupo de Riedel, o clima é de um pé no chão, para não cantar vitória antes do tempo, e outro no acelerador para tentar liquidar a fatura já no primeiro turno. Para os adversários, o pensamento é de que a eleição está apenas no começo, com aposta na desconstrução da atual gestão.

Cenário diferente

A eleição deste ano é bem diferente de 2022, quando havia um equilíbrio entre os concorrentes. Pesquisas de 2022 alternavam os líderes semanalmente e a incerteza perdurou até a abertura da urna.

A primeira mudança em 2022 ocorreu com denúncias de assédio contra Marquinhos Trad, que começou a campanha na liderança. O candidato viu a preferência cair dia após dia e ele saiu de favorito para o sexto lugar quando a urna abriu.

Outro fator decisivo foi a declaração de Jair Bolsonaro (PL) no debate em rede nacional. Provocado por Soraya Thronicke, ele disse que o candidato dele no Estado era Capitão Contar e não Riedel, oficialmente apoiado pelo partido dele, o PL.

A declaração de Bolsonaro mudou a eleição no Estado. André Puccinelli (MDB), que permaneceu na frente na maioria das pesquisas, acabou derretendo na reta final e  Capitão Contar chegou ao segundo turno.

Há quem diga que era o melhor adversário para Riedel, por conta da inexperiência para o debate. Contar fugiu dos debates e compareceu no último, há poucos dias. O desempenho não foi dos melhores, o que acabou custando a vitória.

Dois debates e rede social

O número de candidatos para este ano aumentou na reta final da convenção, chegando a oito. Todavia, a maioria destes candidatos não têm tempo na propaganda e precisarão usar a rede social para chegar ao eleitor.

Riedel terá mais de 70% do tempo na propaganda, seguido por Fábio Trad (PT), com pouco mais de 20% e Lucien Rezende (PSOL) e Delcídio do Amaral (PRD), com menos de 5%, somados os dois tempos.

João Henrique Catan (Novo), Economista Renato (DC), Jeferson Bezerra (Agir) e Daniel Lemes (PCO) não têm tempo na propaganda e nem recurso público porque os partidos não elegeram deputados federais suficientes na última eleição. É o número de deputados que define a distribuição de tempo e recurso.

Sem a propaganda na tv e rádio, os candidatos terão que abusar da rede social e de debates para a apresentação de propostas e desconstrução de adversários. Todavia, serão poucas as oportunidades de debate.

 O governador Eduardo Riedel (PP), que deve ser o alvo da maioria, avisou que só deve participar de dois debates, programados para segunda quinzena de setembro. Ele não compareceu ao primeiro, realizado nesta semana.

Primeira pesquisa

A primeira pesquisa para o Governo do Estado após as convenções mostrou o governador Eduardo Riedel na liderança em Mato Grosso do Sul, seguido por Fábio Trad e Delcídio do Amaral.

Segundo levantamento do Instituto Ranking, Riedel lidera com 46,4% das intenções de votos; seguido por Fábio Trad com 21,7%; e Delcídio do Amaral, com 7,6%.

João Henrique Catan vem na sequência , com 7,4%; depois Economista Renato, com 3,4%; Jefferson Bezerra, com 1%; Lucien, com 0,4%; e Daniel Lemes (PCO), com 0,1%.

Outros 5% vão votar em branco ou nulo e 7% não sabem ou não responderam.

A pesquisa foi registrada sob os números MS-09590/2026 e BR-03493/2026. O Instituto Ranking Brasil Inteligência ouviu dois mil eleitores, no período de 7 a 12 de agosto deste ano. O intervalo de confiança é de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.