Lula ou Flávio Bolsonaro: Nova pesquisa mostra quem tem a maior rejeição na largada da campanha

O dado ajuda a dimensionar o grau de resistência aos dois principais nomes da corrida presidencial

BATANEWS/VEJA


O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro -  (Evaristo Sa/Daniel Ramalho/AFP)

Flávio Bolsonaro (PL) começa oficialmente a campanha eleitoral com uma rejeição ligeiramente maior que a de Lula (PT), segundo a 10ª rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 17. Metade dos eleitores, 50%, afirma que não votaria no senador do PL de jeito nenhum, enquanto 48% dizem o mesmo em relação ao presidente. A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais.

O dado ajuda a dimensionar o grau de resistência aos dois principais nomes da corrida presidencial. Na intenção de voto, Lula aparece à frente de Flávio no primeiro turno, com 41% contra 36%. Em um eventual segundo turno entre os dois, o petista tem 47%, contra 44% do senador — também um empate técnico.

Por que a rejeição de Flávio chama atenção?

O índice de 50% coloca Flávio Bolsonaro no patamar mais alto de rejeição entre os principais candidatos considerados no levantamento. Lula aparece logo atrás, com 48%.

A proximidade dos percentuais reforça a característica polarizada da disputa: os dois candidatos concentram tanto as maiores intenções de voto quanto os maiores índices de rejeição.

A pesquisa mostra ainda que o eleitorado está dividido em grupos políticos bastante definidos. A Nexus classifica 29% dos entrevistados como bolsonaristas convictos e 25% como lulistas convictos. Outros 20% são considerados não polarizados, enquanto 10% se identificam simultaneamente como anti-Lula e anti-Bolsonaro.

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Como a rejeição aparece na disputa de segundo turno?

Apesar da rejeição elevada, Flávio consegue ficar próximo de Lula em uma eventual disputa direta. O senador tem 44% das intenções de voto, contra 47% do presidente. Com margem de erro de dois pontos, a diferença de três pontos configura empate técnico.

O resultado indica que a rejeição não se traduz automaticamente em uma vantagem confortável para o adversário. A disputa entre os dois permanece aberta dentro dos limites estatísticos da pesquisa.

O que acontece com os eleitores mais identificados com cada lado?

A polarização se manifesta de forma mais acentuada entre os eleitores que já possuem identificação política definida. Entre os bolsonaristas convictos, 79% escolhem Flávio em um eventual segundo turno contra Lula, enquanto 20% optam pelo presidente. Entre os lulistas convictos, 87% ficam com Lula e 11% com Flávio.

O cenário é diferente entre os grupos menos alinhados. Entre os eleitores não polarizados, Lula aparece com 42% e Flávio com 37%, enquanto 15% optam por branco, nulo ou nenhum dos dois.

O que a pesquisa mostra sobre o tamanho da polarização?

Os dados apontam para um eleitorado dividido entre dois polos. Os bolsonaristas convictos representam 29% da amostra, enquanto os lulistas convictos correspondem a 25%. Há ainda 6% classificados como “Bolsonaro como alternativa” e 5% como “Lula como alternativa”.

Na outra ponta, 20% são classificados como não polarizados e 10% como anti-Lula e anti-Bolsonaro. Outros 5% não se posicionaram nas perguntas usadas pela Nexus para construir a escala de polarização.

A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre 14 e 16 de agosto, com 2.003 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A amostra foi construída a partir de cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD.