Policial
Bolívia descarta investigação sobre morte de cidadãos em ação policial no Brasil
Caso aconteceu no último domingo (5); PM afirmou que dupla tinha envolvimento com Primeiro Comando da Capital
BATANEWS/CGNEWS
A Polícia e o Ministério Público da Bolívia descartaram a abertura de uma investigação sobre a morte dos bolivianos Luis David Justiniano Flores, de 29 anos, e Alixberto Vasques Corrales, de 32, mortos durante uma ação da Polícia Militar em Corumbá, cidade sul-mato-grossense na fronteira entre os dois países. A informação foi publicada pelo jornal boliviano El Deber.
Conforme o site, as autoridades bolivianas receberam informações sobre a ocorrência repassadas pelas forças de segurança brasileiras, mas decidiram não instaurar investigação porque o confronto ocorreu em território brasileiro. Dessa forma, a apuração do caso ficará sob responsabilidade das autoridades do Brasil.
Segundo o El Deber, os corpos dos dois bolivianos devem ser levados para Puerto Suárez, cidade onde ambos moravam, após os procedimentos para repatriação serem concluídos pelas famílias.
As autoridades bolivianas também informaram ao jornal que Luis David Justiniano Flores e Alixberto Vasques Corrales não possuíam antecedentes criminais registrados na Bolívia. O comandante da Polícia de Santa Cruz, coronel David Gómez, afirmou, no entanto, que recebeu da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul a informação de que ambos tinham ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
O caso ocorreu no último domingo (5), durante a Operação Jovem Guerreiro, realizada pela Polícia Militar em Corumbá. Conforme a versão da corporação, equipes do Batalhão de Choque tentaram abordar um veículo com placas bolivianas após denúncia de que estaria transportando drogas para Campo Grande. Ainda segundo a PM, os ocupantes do carro atiraram contra os policiais, que revidaram.
Os dois suspeitos foram baleados, socorridos ao hospital de Corumbá, mas não resistiram aos ferimentos. Dois revólveres, calibres .38 e .357, foram apreendidos durante a ocorrência.
Na segunda-feira (6), o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, afirmou que a maioria dos mortos em ações policiais registradas em Corumbá nos últimos dias tinha ligação direta ou indireta com o grupo investigado pelo assassinato do soldado Marcelo Pimenta da Silva, morto em 30 de junho durante uma perseguição na cidade.





