Felipe Melo critica atuação da Seleção: 'Não pode passar pano, começou com os 11 equivocados'

"Tinha que ganhar o primeiro jogo, tinha que performar, o Brasil foi muito abaixo hoje", analisou

BATANEWS/GE


Felipe Melo criticou a atuação da seleção brasileira — Foto: Reprodução

O desempenho do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, na noite deste sábado, pela estreia das duas seleções na Copa do Mundo, gerou críticas do ex-volante Felipe Melo no seleção Copa, no sportv.

O antigo jogador da equipe verde-amarela e atual comentarista criticou escolhas de Carlo Ancelotti, como a escalação de Ibañez como titular da lateral-direita.

– Ancelotti é um dos maiores da história, mas não pode passar pano. Começou com 11 iniciais equivocados, Ibañez não podia começar como titular. Sai e melhora muito. É muito bom jogador, mas não é lateral. O primeiro jogo de lateral e colocar como zagueiro – disse.

– Não gostei da forma que o Brasil se comportou, depois tentou fazer uma mudança ou outra. Infelizmente não é passível de críticas – acrescenta.

O destaque, na visão do comentarista, foi Vinicius Jr., responsável pelo gol da seleção neste sábado.

– Vinicius Jr. que fez total diferença, agora o coletivo...Marrocos foi muito melhor, até a organização defensiva, que tanto falava da seleção brasileira, principalmente no jogo contra o Egito, hoje não se viu. Tem que melhorar – disse.

Felipe Melo aproveitou para destacar a atuação de Bouaddi, meio-campista de apenas 18 anos do Marrocos. O nível mostrado pelo jovem diante do Brasil serviu para o ex-volante rebater as justificativas do Brasil sobre a ansiedade da primeira partida.

– Ele também estava ansioso, primeira Copa. Não gostei da entrevista do Luis Henrique, um jogador que amo muito e tive a oportunidade de trabalhar junto. Também tem Marrocos, é um bom time, mas agora tem o saldo de gols. Tinha que ganhar o primeiro jogo, tinha que performar, o Brasil foi muito abaixo hoje – declarou.

– O empate está de ótimo tamanho para a seleção brasileira. Para um torcedor como eu, que esperava muito mais, o Brasil muito abaixo e precisa melhorar muito não para ganhar do Haiti, que é obrigação, mas já na próxima fase. Tem que fazer muito mais, se não corre risco – comentou.

O comentarista cobra uma mudança de mobilização da equipe acima de tudo, começando a partir do compromisso contra o Haiti, na sexta-feira.

– O que não pode é o Brasil ficar inerte a tudo aquilo que acontece, tomar o gol da forma que tomou. Esse não é o Brasil: três caras no meio olhando, o Brahim fazer bom passe, a zaga meio que bater cabeça. Temos uma seleção muito forte para isso. A seleção é muito forte para isso – encerrou.