'Nunca mais você bate na minha mãe': Adolescente esfaqueia padrasto no pescoço para defender a mãe

BATANEWS/DOURADOS INFORMA


Quarto onde ocorreu a briga entre o enteado e padrasto (Foto: Campo Grande News)

Para defender a mãe das agressões do padrasto, um homem de 57 anos, adolescente de 13, acabou esfaqueando o autor no pescoço na noite desta quinta-feira (4/6), na Rua Tercília de Melo, na Vila Manoel Taveira, em Campo Grande.

Conforme o Campo Grande News, a PM (Polícia Militar) foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou uma equipe de resgate deixando a residência com a vítima ferida que foi encaminhada para a Santa Casa da Capital.

Na residência, os policiais conversaram com a mãe do menor, de 35 anos, que relatou estar sendo agredida pelo marido quando o filho pegou uma faca e o atingiu no pescoço.

Em depoimento, o adolescente afirmou que convive com o padrasto há aproximadamente 13 anos e que, durante esse período, presenciou agressões frequentes contra a mãe. Segundo ele, no dia dos fatos, o homem havia ingerido bebida alcoólica e iniciou uma discussão ao se incomodar com o horário em que a mulher retornou para casa.

Conforme o relato do menor, ele e a mãe passaram o dia na residência da avó e, ao voltarem, o padrasto começou a discutir, ofendendo a mulher com os termos “puta', “vagabunda' e “puta de zona'. A mulher pediu que as ofensas parassem, mas o homem passou a agredi-la.

Foi então que, de acordo com o site, o adolescente foi até a cozinha, pegou uma faca e retornou. Naquele momento, o padrasto estaria sobre a mulher. Depois que ela conseguiu empurrá-lo, o homem tentou se levantar e ficou de joelhos. O adolescente então se aproximou e disse: “nunca mais você bate na minha mãe', antes de desferir um golpe na lateral do pescoço do padrasto.

Ferido, o homem correu até o portão da residência e pediu ajuda aos vizinhos.

O local foi preservado para os trabalhos da perícia e da PC (Polícia Civil). Após os procedimentos no local, o adolescente e a mãe foram encaminhados à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, vias de fato, injúria e ameaça.