Policial
PF desarticula esquema de tráfico de cocaína e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 70 milhões
BATANEWS/REDAçãO
O tráfico de cocaína na chamada “Rota do Minério”, entre Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e o estado de Minas Gerais, era conduzido por um grupo familiar investigado pela Polícia Federal (PF). Conforme informações divulgadas pelo G1, a Operação Mens Occulta teve como alvo integrantes de uma mesma família, entre eles profissionais das áreas do Direito e da Psicologia.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de movimentar aproximadamente R$ 70 milhões sem comprovação de origem nos últimos cinco anos. Os recursos teriam sido utilizados na aquisição de cavalos de raça avaliados em cerca de R$ 50 mil cada, imóveis de alto padrão, moto aquática e um motorhome de luxo avaliado em R$ 1,2 milhão. O veículo conta com cozinha equipada, sala de TV, dois quartos e dois banheiros.
A operação foi deflagrada na última terça-feira (2) e cumpriu mandados em cidades de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e outros estados. Além dos principais investigados, um motorista apontado como integrante do esquema também foi preso em Campo Grande. O processo tramita sob sigilo judicial.
De acordo com o delegado da Polícia Federal responsável pelas investigações, os trabalhos começaram em 2024. A apuração identificou que a cocaína saía de Corumbá, região conhecida como “Rota do Minério”, com destino ao Triângulo Mineiro.
“A droga era transportada de Mato Grosso do Sul para Minas Gerais. A partir da análise de aparelhos celulares apreendidos, foi possível identificar a estrutura criminosa e seus principais responsáveis”, explicou o delegado.
Ao longo das investigações, foram registrados 11 flagrantes relacionados ao grupo criminoso, resultando na apreensão de aproximadamente 2,9 toneladas de cocaína provenientes da região de Corumbá.
Ainda segundo a Polícia Federal, o esquema utilizava pessoas e empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico. Os chamados “laranjas” emprestavam seus CPFs e CNPJs para a criação de empresas fictícias, que movimentavam elevados valores financeiros sem atividade econômica compatível.
“O modus operandi consistia em recrutar pessoas dispostas a fornecer documentos para abertura de empresas que sequer funcionavam nos endereços informados, mas movimentavam dezenas de milhões de reais”, destacou o delegado.
Posteriormente, os recursos eram direcionados para a aquisição de bens de luxo, caracterizando o processo de lavagem de dinheiro.
O nome da operação, Mens Occulta, significa “mente oculta” em latim e faz referência à forma de atuação atribuída ao líder do grupo, que, segundo a investigação, buscava permanecer distante das atividades ostensivas da organização criminosa, evitando exposição pessoal e de seus familiares.




