Lula diz que esquerda terá de usar verde e amarelo na Copa ‘para não deixar cores do Brasil serem tomadas’

Frase foi dita após Lula avistar o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, vestido com um casaco da seleção brasileira amarelo.

BATANEWS/G1


Lula durante evento no Rio de Janeiro. — Foto: Reprodução/ CanalGov

Durante evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula defendeu que a esquerda use verde e amarelo na Copa para recuperar as cores nacionais.

O pronunciamento ocorreu neste sábado, dia 30, durante o lançamento da Tela Brasil, uma nova plataforma pública e gratuita de streaming de produções nacionais.

Lula criticou brasileiros que viajam para Miami em vez de conhecer a Amazônia, defendendo maior valorização da cultura, história e riquezas do próprio país.

Em Sergipe, o petista chamou o senador Flávio Bolsonaro de "traidor" por articular nos Estados Unidos a classificação de facções brasileiras como terroristas.

O presidente defendeu a soberania nacional e o governo federal emitiu nota alertando sobre possíveis riscos ao funcionamento do PIX devido à medida americana.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (30) que a esquerda terá que aprender a usar as cores verde e amarelo na Copa do Mundo para "não deixar cores do Brasil serem tomadas".

A frase foi dita após Lula avistar o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, vestido com um casaco da seleção brasileira amarelo.

Nesse momento, o presidente mencionou: "[saudar] o nosso prefeito Cavalieri, que está aqui, vestido de verde e amarelo. Você precisa colocar o verde e amarelo e colocar: não bolsonarista".

"Essa é uma coisa que a esquerda vai ter que aprender a fazer: a gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista", prosseguiu.

Lula está no Rio de Janeiro, onde participou do lançamento da Tela Brasil, uma plataforma de streaming público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras.

Cores da bandeira

Nos últimos anos, as cores verde e amarelo foram amplamente utilizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que levou Lula a defender, desde 2022, que as cores da bandeira e a camisa da seleção representam todos os brasileiros, e não apenas um grupo político.

A declaração deste sábado também ocorre em meio a críticas de Lula ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário político e pré-candidato à Presidência.

Flávio esteve nos Estados Unidos e defendeu junto ao governo americano a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Após o anúncio da medida pelos EUA — um dia depois do encontro entre Flávio e o presidente norte-americano Donald Trump — Lula acusou os opositores de atuarem contra interesses do país (entenda mais abaixo).

No mesmo evento do Rio, Lula criticou quem prefere visitar países como os Estados Unidos em vez de conhecer melhor o Brasil.

"Muitas vezes, a gente é conduzido a conhecer coisas que são bonitas, maravilhosas, todo mundo tem o direito de conhecer, mas a gente não conhece o que não temos", argumentou.

"Tem tanta gente que defende o meio ambiente no Brasil, que defende a luta contra o desmatamento, que defende a Amazônia. Essa mesma gente pega um avião e vai para a Miami, ninguém vai para a Amazônia", completou o petista.

No discurso, Lula fez críticas à exaltação da cultura estrangeira e afirmou que os brasileiros precisam valorizar mais a própria cultura, a história e as riquezas do país.

"A quantidade de enlatado de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite porque não tem outra coisa para a gente ver, não permite que a juventude brasileira tenha acesso a plenitude da cultura brasileira", frisou.

Defesa da soberania

Antes de chegar ao Rio, Lula esteve em Sergipe, onde participou do lançamento de investimentos da Petrobras no estado.

Na ocasião, o petista criticou o senador Flávio Bolsonaro dizendo que ele se comportou como um "traidor" ao pedir por uma intervenção internacional no seu país.

O presidente também defendeu a soberania nacional e afirmou que o Brasil não admitirá ser "tratado como moleque".

Paralelamente, o governo emitiu uma nota criticando a articulação da família Bolsonaro e alertando sobre riscos ao PIX, sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central (BC), em função da medida.