Arqueólogos localizam estátua de faraó do Egito no Êxodo

BATANEWS/REDAçãO


Foto: Divulgação

Uma estátua gigantesca atribuída ao faraó Ramsés II foi descoberta por arqueólogos no sítio arqueológico de Tel Faraoun, na província de Sharqia, no Delta Oriental do Egito. A descoberta foi anunciada em 22 de abril pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e pelo Conselho Supremo de Antiguidades.

Segundo as autoridades, a estátua está incompleta e perdeu a parte inferior, incluindo pernas e base. Ainda assim, os pesquisadores estimam que a peça pese entre cinco e seis toneladas e tenha aproximadamente 2,1 metros de altura. Apesar do estado considerado delicado, especialistas afirmam que os fragmentos preservam importantes características artísticas e históricas.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Hisham Lithi, declarou que a descoberta representa uma importante evidência das atividades religiosas e reais no Delta oriental do Egito Antigo. Ele também destacou que a descoberta reforça a prática egípcia de transportar estátuas reais entre diferentes cidades e complexos religiosos.

Já Mohamed Abdel-Badii, chefe do setor arqueológico egípcio do conselho, afirmou que estudos preliminares indicam que a estátua não foi originalmente produzida em Tel Faraoun. Pesquisadores acreditam que ela tenha sido confeccionada em Pi-Ramesses, cidade fundada por Ramsés II, e posteriormente transferida para reutilização em um complexo religioso.

Após a descoberta, a estátua foi removida do local e encaminhada ao depósito do museu em San El-Hajar, onde passará por um processo de restauração e preservação.

Ramsés II, que viveu entre 1303 a.C. e 1213 a.C., é considerado um dos faraós mais conhecidos da história egípcia. Ao longo dos anos, ele passou a ser frequentemente associado ao faraó mencionado no livro bíblico de Êxodo, especialmente em produções cinematográficas como Os Dez Mandamentos, O Príncipe do Egito e Êxodo: Deuses e Reis.

No entanto, a Bíblia não identifica nominalmente o faraó confrontado por Moisés durante a saída dos hebreus do Egito. O relato bíblico descreve apenas um governante que se recusou a libertar o povo hebreu escravizado.

Alguns estudiosos apontam Amenófis II como possível faraó do período do Êxodo, embora não exista consenso entre intérpretes bíblicos e historiadores sobre a identificação exata.

Além da estátua atribuída a Ramsés II, arqueólogos egípcios anunciaram recentemente outra descoberta considerada relevante para a história do cristianismo antigo. Escavações no sítio arqueológico de Al-Qalāyā, na província de Beheira, revelaram um complexo monástico com cerca de 1.500 anos.

Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito, o local inclui uma construção do século V que teria servido como centro de acolhimento para peregrinos cristãos, informou o The Christian Post.

As escavações identificaram 13 cômodos utilizados para diferentes funções, incluindo celas monásticas, áreas de hospedagem, espaços de ensino, cozinha e depósitos. Um grande salão localizado na parte norte do edifício apresenta bancos de pedra decorados com motivos botânicos e teria sido utilizado para receber visitantes e líderes monásticos.

Hisham Lithi afirmou que Al-Qalāyā é considerado o segundo maior centro monástico conhecido da história do monasticismo cristão. Segundo ele, o local ajuda pesquisadores a compreenderem a evolução das primeiras comunidades monásticas cristãs, desde habitações isoladas até estruturas comunitárias voltadas ao acolhimento de visitantes e peregrinos.

Via: GospelPrime