Calendário pré-eleitoral dificultaria análise de novo indicado ao STF no Senado

Nos próximos meses, os corredores devem ficar esvaziados em algumas semanas por causa das festas juninas e dos preparativos dos candidatos para as eleições

BATANEWS/VEJA


Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária (Jonas Pereira/Agência Senado)

O calendário pré-eleitoral do Congresso Nacional praticamente inviabilizaria a análise do indicado ao STF caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistisse em encaminhar um nome para compor a Corte no curto prazo.

Nos próximos meses, os corredores devem ficar esvaziados em algumas semanas por causa das festas juninas e também para que os parlamentares se dediquem às suas campanhas em suas bases eleitorais.

Por isso, a avaliação é que, mesmo se Lula decidir despachar uma nova indicação, a tendência é que o nome do escolhido fique no limbo por tempo indeterminado.

Essa perspectiva pode fazer com que Lula decida segurar o envio de um novo nome apenas depois das eleições.

Ontem, os senadores impuseram uma derrota acachapante ao petista ao rejeitar o nome de Jorge Messias para o STF.

Membros do governo estão divididos entre o encaminhamento quase imediato para mostrar ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é o presidente da República quem tem a prerrogativa de fazer a escolha e o atraso da definição para deixar a poeira baixar e evitar uma escalada da crise entre os Poderes.

O que unifica as duas alas é a expectativa de que o mandatário escolherá alguém para o Supremo até o fim do ano mesmo que não se consagre nas urnas em outubro.