Eduardo Bolsonaro ironiza incapacidade do STF de prender foragidos da trama golpista: ‘Ainda estamos aqui’

Ex-deputado publicou foto ao lado de Alexandre Ramagem e Allan dos Santos, que fizeram ataques à democracia brasileira

BATANEWS/VEJA


Allan dos Santos, Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem juntos nos Estados Unidos (Redes sociais/Reprodução)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou o fato de o Supremo Tribunal Federal não conseguir prender os foragidos da Justiça no caso da trama golpista que se refugiam atualmente nos Estados Unidos, como o também ex-deputado Alexandre Ramagem e o blogueiro Allan dos Santos.

Eduardo publicou uma foto nas redes sociais na qual aparece ao lado dos dois foragidos, junto da legenda “ainda estamos aqui”. A frase faz referência direta ao livro de Marcelo Rubens Paiva “Ainda Estou Aqui”, que foi adaptado ao cinema pelo diretor Walter Salles e no qual o autor conta a história de sua família e como seu pai foi sequestrado e assassinado por agentes da Ditadura Militar.

Tanto Ramagem quanto Santos foram condenados pelo STF por participarem da tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023, encabeçada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O primeiro foi condenado a mais de 16 anos de prisão por integrar o núcleo central de planejamento do golpe, mas saiu do Brasil e está foragido nos Estados Unidos, onde aguarda a análise de um pedido de asilo político.

Já Allan dos Santos é considerado foragido da Justiça brasileira desde 2021, após sua prisão preventiva ter sido decretada pelo STF durante o andamento dos inquéritos das milícias digitais e das fake news. Ele também era investigado por ataques à democracia e, assim como Ramagem, escolheu os EUA para se esconder do Supremo.

O próprio Eduardo Bolsonaro corre o risco, atualmente, de também ser condenado no STF e se tornar foragido. Um julgamento em andamento aponta que ele deve ser culpabilizado por difamar a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), levando-o à pena de um ano de prisão em regime aberto. O caso foi paralisado após o ministro André Mendonça pedir vistas do processo, ampliando a avaliação por até mais 90 dias.

Nos EUA, Eduardo, Santos e Ramagem integram um grupo, junto com o youtuber Paulo Figueiredo, neto do ditador brasileiro João Figueiredo, que vem articulando sanções contra o Brasil. Eles foram responsáveis pelo tarifaço de 50% de Donald Trump e pela aplicação da lei magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ainda estamos aqui.