Agronegócios
Brasil dribla tarifaço dos EUA e fortalece presença em novos mercados
Abertura de 437 mercados e políticas de apoio a empresas ajudaram a reduzir impactos sobre exportações e empregos.
BATANEWS/OPR
As parcerias do Brasil com novos mercados consumidores ajudaram o país a amenizar de forma significativa os impactos do tarifaço norte-americano no país. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, isso foi reflexo de um trabalho preventivo e, também, das políticas públicas do governo federal voltadas a ajudar empresas e a manter empregos.
Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Abrimos 437 novos mercados nesses dois anos e nove meses. Um recorde absoluto. Nunca tivemos tantas opções. Isso fez com que o tarifaço dos EUA impactasse muito menos [do que era esperado]” – Foto: José Cruz/Agência BrasilEle lembrou que, desde o início da atual gestão foi trabalhado para abrir novos mercados, visando um portfólio maior aos produtos nacionais, o que garantiu, ao Brasil, redirecionar parte da produção que, em função da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros, deixou de ser exportada aos EUA.
“Buscamos a reconexão do Brasil. Abrimos 437 novos mercados nesses dois anos e nove meses. Um recorde absoluto. Nunca tivemos tantas opções', disse o ministro ao ressaltar que os esforços do governo continuam, na tentativa de rever a situação com os EUA. “Isso fez com que o tarifaço dos EUA impactasse muito menos [do que era esperado]. Graças ao trabalho feito preventivamente, e intensificado agora, de aberturas de mercados; da procura e do restabelecimento de novas relações multilaterais', acrescentou Fávaro.
Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Abrimos 437 novos mercados nesses dois anos e nove meses. Um recorde absoluto. Nunca tivemos tantas opções. Isso fez com que o tarifaço dos EUA impactasse muito menos [do que era esperado]” – Foto: José Cruz/Agência Brasil
Ele destacou alguns dos vários acordos bilaterais assinados recentemente com outros países; e os que estão para serem assinados, com o intuito de abrir outros grandes mercados. É o caso do acordo entre o Mercosul e a União Europeia que, segundo o ministro, está na iminência de criar o maior bloco econômico do mundo.
Fávaro citou, também entre as medidas que ajudam o Brasil a diversificar seus mercados, a intensificação das
relações com os demais países que compõem o Brics; e o fortalecimento das relações com o Oriente Médio e com o Sudeste asiático.
Diálogo sempre aberto O ministro lembrou que a estratégia do governo, de estar sempre aberto ao diálogo, vale tanto para o ambiente externo como o interno, no qual ouve reiteradamente empresários e sociedade civil, na busca por medidas e políticas públicas mais eficientes.
Fávaro explica que empresas muito dependentes do mercado norte-americano já recebem tratamento diferenciado e especial do governo. “Estamos atentos para garantir a sobrevivência das empresas e dos empregos também', frisou, ressaltando: “Isso tudo minimizou os impactos [do tarifaço no Brasil], mas eles existem.
Criamos grandes alternativas, como a linha de financiamento de R$ 30 bilhões para as empresas mais afetadas, com juros bastante acessíveis. Teve o Reintegra especial, o ressarcimento de valores tributários pagos na exportação. E teve, ainda, as compras públicas, que foram ativadas. A União está comprando produtos que deixaram de ser exportados'.





