Agricultura
Sustentabilidade e inovação são a aposta para o agronegócio brasileiro em 2025
Rafaella Tarallo, professora de Agronomia da Faculdade Anhanguera, destaca tendências e desafios para o agronegócio nos próximos anos Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela)
BATANEWS/O PRESENTE RURAL
Com o agronegócio brasileiro desempenhando um papel crucial na economia, a preparação para os próximos anos envolve desafios significativos relacionados à sustentabilidade, inovação e adaptação às mudanças climáticas, e as expectativas são promissoras para 2025, principalmente com um olhar para sustentabilidade.
Para Rafaella Tarallo, professora do curso de Agronomia da Faculdade Anhanguera, a sustentabilidade será a palavra-chave do agronegócio em 2025. “Com a crescente pressão por práticas ambientais responsáveis e a busca por alimentos mais sustentáveis, os agricultores precisarão incorporar tecnologias que visem a preservação dos recursos naturais e a redução do impacto ambiental. Tecnologias como a agricultura de precisão, que utiliza sensores e dados em tempo real para otimizar o uso de insumos e água, e o uso de biotecnologias, como sementes geneticamente modificadas para resistir a pragas e doenças, serão cada vez mais comuns no campo'.
Além disso, a integração de práticas como a rotação de culturas, o plantio direto e o uso de adubos verdes ganham força como estratégias para a recuperação do solo e para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. A professora destaca que, em 2025, a agricultura brasileira deve adotar cada vez mais a inteligência artificial e a big data para realizar previsões precisas sobre o clima e as safras, aumentando a produtividade e evitando desperdícios.
Por outro lado, Rafaella aponta que, embora as tecnologias tragam inúmeras vantagens, o desafio da capacitação será um ponto de atenção. “A necessidade de qualificação dos profissionais do campo para operar essas novas ferramentas será cada vez maior. O futuro da agricultura está intimamente ligado à educação continuada e ao incentivo a novas gerações a se especializarem no setor. Nesse cenário, a professora reforça o papel das universidades e cursos de agronomia em preparar os profissionais para os novos tempos, abordando questões como o uso consciente de recursos e o desenvolvimento de soluções inovadoras. “Na Anhanguera temos um curso prático no setor atualizado com as novas necessidades do mercado', reforça.
Foto: Freepik
Outro ponto que será discutido em 2025 é o impacto da sustentabilidade econômica no agronegócio, especialmente em relação às certificações ambientais e ao crescente interesse do consumidor por produtos orgânicos e com menor impacto ambiental. “O Brasil, com sua vasta extensão territorial e diversidade de produtos, tem uma enorme oportunidade de se destacar no mercado global como líder em agricultura regenerativa, capaz de unir a produção de alimentos com práticas ecológicas', destaca.
Em termos de desafios, a professora também aborda a questão da logística e infraestrutura, um ponto crucial para o escoamento da produção. “A falta de infraestrutura adequada de transporte e armazenamento ainda representa um obstáculo para que o Brasil aproveite todo o seu potencial agrícola. No entanto, com o avanço da tecnologia e melhorias nas rodovias, ferrovias e portos, espera-se que o agronegócio brasileiro consiga superar esses obstáculos até 2025, tornando-se ainda mais competitivo no cenário internacional'.
Ao olhar para 2025, a professora de Agronomia aponta que o agronegócio no Brasil estará cada vez mais voltado para a tecnologia, sustentabilidade e inovação, e que a chave para o sucesso estará na capacidade de se adaptar e integrar novas práticas, sempre com o foco na preservação do meio ambiente e na eficiência da produção. “Para os agricultores e profissionais do setor, o futuro exige investimento constante em novas tecnologias, mas também na educação e capacitação de quem está no campo'.





