No 2° trimestre, o crescimento dos agrosserviços impulsionou o recorde no número de pessoas empregadas no setor agropecuário

A expansão das atividades agroindustriais tem como consequência uma maior movimentação de serviços – dada a relativa maior complexidade de algumas operações industriais, estas utilizam e movimentam uma ampla gama de serviços. Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela)

BATANEWS/O PRESENTERURAL


Foto: Gilson Abreu

O agronegócio empregou 28,6 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2024, avanço de 2,3% (ou de aproximadamente 643 mil pessoas) frente ao mesmo período do ano passado, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Novamente, trata-se de um recorde da série histórica, iniciada em 2012. A participação do setor no total de ocupações do Brasil seguiu em 26,5% de abril a junho de 2024.

Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que o crescimento no contingente ocupado no agronegócio esteve relacionado sobretudo aos incrementos de 8,3% (ou de aproximadamente 815 mil pessoas) no número de pessoas atuando nos agrosserviços e de 4% (ou de aproximadamente 179 mil pessoas) nas agroindústrias. Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, a expansão das atividades agroindustriais tem como consequência uma maior movimentação de serviços – dada a relativa maior complexidade de algumas operações industriais, estas utilizam e movimentam uma ampla gama de serviços.

Perfil – O aumento na população ocupada no agronegócio no segundo trimestre de 2024 foi puxado por empregados com e sem carteira assinada, por trabalhadores com nível educacional mais alto – uma tendência observada no setor desde o início da série histórica –, e por mulheres (houve um aumento na participação feminina durante o período).

Observando-se a série histórica, nota-se uma transformação no perfil de ocupação do agronegócio, em que se tem a substituição de trabalhadores por conta própria e auxiliares familiares por empregados, com e sem carteira assinada. Além dessa, outro movimento interessante é o crescimento do nível médio de escolaridade desses trabalhadores, evidenciado pelo aumento da participação de trabalhadores com ensino superior e médio, completo ou não.