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Libertadores: votação do ge elege maior nome da história do torneio
Jornalistas escolhem os jogadores e técnicos mais importantes da principal competição continental. Argentino lidera ranking
BATANEWS/GE
Com a final da Conmebol Libertadores 2023 se aproximando, o ge promoveu uma votação com jornalistas brasileiros e estrangeiros para saber: qual o maior nome da história da competição? Valiam citações a jogadores e técnicos, de qualquer nacionalidade, e o critério ficava por conta de cada eleitor.
Foram 60 jornalistas da América do Sul consultados, e cada um montou um top-5. Para formar o ranking, a pontuação foi distribuída da seguinte forma:
5 pontos para o 1º colocado4 pontos para o 2º colocado3 pontos para o 3º colocado2 pontos para o 4º colocado1 ponto para o 5º colocado
Com 15 brasileiros citados, a lista teve ao todo 38 nomes. O critério de desempate foi o número de vezes que cada um esteve no lugar mais alto nas listas. Confira abaixo como ficou o top-20:
20º - Pedro Rocha
Terceiro maior artilheiro da história da competição, Pedro Rocha conquistou a Libertadores em três oportunidades pelo Peñarol, em 1960, 1961 e 1966.
Dos 36 gols que marcou na competição, o uruguaio fez 10 pelo São Paulo, onde também foi ídolo, mas ficou com o vice-campeonato em 1974.
19º - Guillermo Schelotto
Ex-atacante do Boca Juniors, Schelotto conquistou a Libertadores quatro vezes: em 2000, 2001, 2003 e 2007.
Ídolo do clube argentino, Schelotto tornou-se o técnico do Boca Juniors em 2016, mas foi vice da Libertadores para o River Plate, maior rival, e perdeu a chance de conquistar a América como atleta e treinador.
18º - Rogério Ceni
Segundo brasileiro com mais jogos na história da Libertadores, Rogério Ceni conquistou a competição duas vezes: em 1993 e 2005.
Ceni foi reserva na conquista de 1993, mas o goleiro com mais gols na história do futebol foi protagonista na conquista de 2005, quando foi o artilheiro do São Paulo na competição com cinco gols.
17º - Abel Ferreira
A história recente do treinador português na competição é bastante relevante. Logo em suas duas primeiras participações, conquistou dois títulos com o Palmeiras em finais nacionais contra Santos e Flamengo. Nos dois anos seguintes, caiu na fase semifinal.
Com Abel Ferreira, o Palmeiras fez a melhor campanha da fase de grupos em duas temporadas e perdeu apenas quatro de 41 jogos. O time colecionou goleadas no período, entre elas um 8 a 1 sobre o Independiente Petrolero - a maior da história do clube na Libertadores.
15º - Raí
Craque do time do São Paulo, bicampeão de 1992 e 1993, Raí foi protagonista nas duas finais, contra Newells Old Boys e a Universidad Católica. Na primeira conquista, marcou o gol na partida de volta, que levou a disputa da taça para os pênaltis.
Na final de 93, Raí marcou um dos cinco gols do Tricolor na partida. O meia do São Paulo já estava vendido para o PSG, mas ficou até o meio do ano para levantar a Libertadores mais uma vez.
15º - Palermo
Camisa 9 do Boca Juniors que marcou época no início dos anos 2000, Martín Palermo conquistou duas Libertadores pelos argentinos. Em 44 jogos, marcou 23 vezes e se tornou um dos maiores atacantes da história da competição.
14º - Ricardo Pavoni
Pentacampeão com o Independiente, está entre os maiores nomes da história do clube que mais títulos conquistou na Libertadores. O ex-defensor uruguaio entrou em campo 59 vezes no torneio, e ainda disputou outras três edições.
Pavoni apareceu marcando gols em duas finais: contra o São Paulo, em 1974, e contra o Unión Española, em 1975.
13º - Renato Portaluppi
Único brasileiro na lista dos que foram campeões como jogador e técnico. Os dois títulos foram conquistados pelo Grêmio, num intervalo de 34 anos. Em 1983, quando era atacante, superou o Peñarol. Em 2017, como técnico, o Lanús.
Renato Gaúcho tem cinco finais de Libertadores ao todo, sendo vice três vezes: uma como jogador (Grêmio x Independiente em 1984) e duas como treinador (Fluminense x LDU em 2008 e Flamengo x Palmeiras em 2021).
12º - Ever Almeida
Nascido no Uruguai, mas naturalizado paraguaio, o ex-goleiro foi quem mais partidas disputou na história da Libertadores: 113. Foi campeão defendendo as cores do Olimpia, em 1979 e 1990.
Ever Almeida jogou outra final, sendo vice para o Atlético Nacional em 1989. Como técnico, também pelo Olimpia, perdeu a decisão de 2013 para o Atlético-MG.
11º - Gabigol
O maior artilheiro brasileiro da Libertadores, com 31 gols marcados - 30 pelo Flamengo e um pelo Santos - em 55 jogos. Disputou seis edições, chegou em três finais e conquistou dois títulos, sendo diretamente responsável pelas vitórias sobre River Plate e Athletico-PR.
Gabigol tem quatro gols marcados em três decisões disputadas. Além disso, foi o goleador máximo de duas edições: 2019, com nove gols, e 2021, com 11.
10º - Felipão
É o treinador brasileiro com mais finais de Libertadores. Foram quatro, com dois títulos (Grêmio em 1995, seu ano de estreia, e Palmeiras em 1999) e dois vices (Palmeiras em 2000 e Athletico-PR em 2022). Em suas outras cinco participações, caiu duas vezes na semifinal, duas nas quartas e uma nas oitavas.
Luiz Felipe Scolari ainda faz parte do grupo de cinco técnicos que venceram a competição por duas equipes diferentes. Comandou o Palmeiras na vitória sobre o Corinthians na semifinal, jogo que foi considerado o segundo maior da história da Libertadores.
9º - Luis Cubilla
Como jogador, Luis Cubilla conquistou três vezes a Libertadores: duas com o Peñarol e uma com o Nacional-URU. Já como técnico, o uruguaio levou dois títulos, ambos com o Olimpia do Paraguai.
Os títulos com a equipe paraguaia, em 1979 e em 1990, romperam com as sequências de títulos de times brasileiros, argentinos e uruguaios. É um dos maiores campeões do torneio, com cinco títulos no total.
8º - Telê Santana
Se a Libertadores se tornou obsessão dos clubes brasileiros atualmente, muito se deve ao bicampeonato do São Paulo, em 1992 e 1993. A equipe comandada por Telê Santana conquistou a América e o Mundo de forma seguida.
Além disso, Telê repetiu o feito do Santos de Pelé, ao conquistar a Libertadores de forma seguida, feito que Abel Ferreira igualou em 2020 e 2021. Depois das conquistas do Tricolor, o peso dado à competição no Brasil mudou.
7º - Francisco Sá
Conhecido como "Pancho", o ex-zagueiro argentino é até hoje o recordista de títulos como jogador. Foram seis ao todo, quatro pelo Independiente, entre 1972 e 1975, e dois pelo Boca Juniors, em 1977 e 1978.
Francisco Sá só não venceu uma edição de Libertadores que disputou: a de 1979, quando o Boca Juniors perdeu a final para o Olimpia.
6º - Marcelo Gallardo
Técnico mais vencedor da história do River Plate, Marcelo Gallardo faz parte do seleto grupo de pessoas que conquistaram a Libertardores como jogador e também como treinador.
Na carreira de jogador, o meia habilidoso conquistou a América em 1996, mas foi como técnico que Galllardo entrou para o olimpo da Libertadores. Em 2015, contra o Tigres, reergueu o River Plate e conquistou a taça. "Muñeco" conquistou o seu terceiro título da competição, na final épica contra o Boca Juniors em 2018.
5º - Ricardo Bochini
Considerado por muitos o maior ídolo da história do Independiente, foi pentacampeão pelo clube de Avellaneda. O ex-atacante argentino, conhecido como "El Bocha", participou de 10 edições, marcando oito vezes em 62 partidas. Um dos gols foi na final de 1974, contra o São Paulo.
Bochini conviveu com problemas de saúde durante a carreira, mas jogou em alto nível até os 37 anos. Atualmente, o estádio do Independiente, conhecido popularmente como "Libertadores de América", leva seu nome.
4º - Pelé
O Rei do Futebol tem dois títulos da Libertadores, em 1962 e 1963, com um dos maiores times da história do futebol. Pelé se recuperava da lesão sofrida na Copa do Mundo de 1962 e, por isso, ficou de fora de partidas da reta final da competição. O Rei voltou na terceira partida da decisão, contra os uruguaios, e marcou duas vezes para dar o título ao Santos.
No ano seguinte, conquistou o bicampeonato pelo Peixe. Marcou quatro vezes nas duas partidas contra o Botafogo, de Garrincha. Na final, Pelé fez um gol em La Bombonera sobre o Boca Juniors para conquistar a América pela segunda vez.
Pelé ainda foi artilheiro da competição em 1965, sua última participação. Em três edições, atuou em 15 jogos e marcou 16 vezes.
3º - Alberto Spencer
O maior artilheiro da história do torneio, com 54 gols marcados. O equatoriano, que conquistou três títulos pelo Peñarol (1960, 1961 e 1966), marcou 48 vezes pelo clube uruguaio e ainda fez seis pelo Barcelona de Guayaquil.
Spencer disputou 88 partidas de Libertadores, ou seja, sua média na competição foi de 0,61 gol por jogo. Foi o goleador máximo de duas edições: 1960, com sete gols, e 1962, com seis.
2º - Riquelme
Jogador mais votado na eleição, Juan Román Riquelme é sinônimo da nova era da Libertadores. Meia histórico do Boca Juniors, o argentino conquistou três vezes a competição - em 2000, 2001 e 2007.
Camisa 10 “raiz', Riquelme desfilou nos gramados de La Bombonera e protagonizou atuações inesquecíveis em noites de Libertadores. Além disso, foi carrasco - e como - dos brasileiros Corinthians, em 2013, Grêmio, em 2007, e Palmeiras, em 2000 e 2001.
1º - Carlos Bianchi
Não à toa chamado de "Mr. Libertadores", o argentino foi o único técnico a ser tetracampeão do torneio. Venceu com o Vélez Sarsfield em 1994, e com o Boca Juniors em 2000, 2001 e 2003. Três das quatro finais foram contra brasileiros: São Paulo, Palmeiras e Santos.
Além dos títulos, Bianchi teve outras três participações em Libertadores. Foi vice em 2004 e caiu nas quartas de final em 1995 e 2013.
Os outros nomes citados, em ordem de pontuação: Neymar, Juan Carlos Lorenzo, Battaglia, Osvaldo Zubeldia, Tévez, Zico, Óscar Córdoba, José Omar Pastoriza, Vítor, Ronaldinho Gaúcho, Juan Ramón Verón, Hugo de León, Felipe Melo, Figueroa, Coutinho, Victor, Néstor Gonçalves e Lula