Educação
Pesquisa mostra que oito em cada 10 jovens veem violência na escola
Estudo com adolescentes de 12 a 19 anos da Grande São Paulo reflete percepção sobre as violências no cotidiano dos adolescentes
BATANEWS/DO R7
Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (86) pelo CPPH (Comitê Paulista de Prevenção de Homicídios na Adolescência — composta por representantes da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo — revelou que oito em cada dez adolescentes em SP flagraram uma cena de violência em escolas.
Para o levantamento sobre violências no cotidiano dos adolescentes, realizado pela Rede Conhecimento Social, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021, foram consultados 747 pessoas de 12 a 19 anos moradoras da capital e Grande São Paulo.
Os números coletados no estudo — que abordou os desejos e medos sobre aspectos como emprego, saúde e moradia, entre outros — revelaram que 61% dos entrevistados admitiram ter flagrado violência na escola mais de uma vez, outros 18% ao menos uma vez e 21% disseram nunca ter sofrido violência no ambiente escolar.
Assim, o ambiente escolar foi considerado o terceiro espaço em que jovens mais presenciaram situações de violência mais de uma vez, atrás da internet/redes sociais, com 85% de casos de violência flagrados ao menos uma vez, além de 7% somente uma vez), e da cidade (75% e 10%).
Quanto mais velhos, mais entrevistados mencionaram ter visto mais de uma situação de violência com adolescentes na escola. É também maior essa parcela entre estudantes da rede pública, jovens LGBTQIA+ e negros (principalmente pretos), indicando a escola como um ambiente em que questões de racismo e LGBTfobia precisam ser temas de debate.
Ainda de acordo com os dados da pesquisa elaborada pela CPPHA, sete em cada dez moradores da Grande São Paulo jovens pretos e pardos ou que tenham estudado em escola pública não se sentem seguros nas escolas.
A CPPH apurou que 3.165 meninos e meninas foram vítimas de morte violenta no estado entre 2016 e 2020, apesar da redução de 32% nos índices durante o período em todo o território paulista.



