Saúde
Pesquisa aponta os alimentos que integram a ‘pirâmide alimentar internacional’
Grupo com mais de 20 nutricionistas apresenta orientações para dietas em diferentes culturas; veja exemplos
BATANEWS/VEJA
A dieta mediterrânea, rica em peixes, vegetais e azeite extravirgem, costuma ocupar o topo das listas de estudos que investigam as melhores escolhas alimentares para ter uma vida saudável. No entanto, nem sempre o cardápio é acessível a outras culturas e isso não quer dizer que seus ingredientes não sejam benéficos. Atentos à necessidade de adaptações, um grupo de 22 nutricionais de diferentes partes do mundo se uniu e criou a base do que seria a “pirâmide alimentar internacional”, que foi detalhada em um estudo publicado na revista Advances in Nutrition.
É um fato que orientações nutricionais mudam, mas os benefícios dos alimentos in natura, redução do consumo de carne vermelha, adesão às proteínas magras e restrição dos ultraprocessados já estão comprovados. Neste trabalho, a ideia foi unificar as evidências científicas e elaborar uma diretriz.
Para isso, os pesquisadores analisaram mais de 250 publicações, as referências da Dieta da Saúde Planetária EAT-Lancet e compararam ainda as diretrizes alimentares nacionais e regionais do Canadá, Alemanha, Austrália, China, Holanda, Estados Unidos e países nórdicos.
“Queríamos reunir esses princípios compartilhados e traduzir um extenso conjunto de evidências científicas em uma pirâmide alimentar coerente e prática”, disse, em comunicado, a cientista nutricional, Karen Della Corte, da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos.
Três propostas norteiam a construção da dieta internacional:
Assim, é mantida a ideia de montar um prato diversificado, colorido e sem cortes radicais de nutrientes. Então, é possível ter gordura na alimentação, mas a proveniente de óleos vegetais. Nos carboidratos, os grãos refinados não são necessários, mas cereais integrais e tubérculos devem ser mantidos até porque são fontes de energia.
“Uma dieta saudável não será exatamente a mesma para todos ao redor do mundo”, afirmou Della Corte. “As pessoas podem seguir os mesmos princípios básicos usando alimentos tradicionais que estejam disponíveis localmente, sejam acessíveis e culturalmente apropriados para elas.”







