Política
Eleito em primeiro turno, Cleitinho abraça a campanha de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais
Governador eleito do segundo maior colégio eleitoral divulga adesivo em que aparece ao lado do presidenciável do PL e diz que 'Minas Gerais é 22'
BATANEWS/VEJA
O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), entrou de vez na campanha para eleger Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Ele já havia manifestado apoio ao presidenciável no primeiro turno da campanha, mesmo com o PL tendo candidato próprio ao governo mineiro, o empresário Flávio Roscoe.
Em um vídeo publicado agora nas redes sociais, Cleitinho aparece retirando um adesivo de sua campanha ao governo e substituindo-o por um em que ele aparece ao lado do presidenciável do PL. “Minas Gerais é Cleitinho e Flávio Bolsonaro. Bolsonaro é Minas Gerais, Minas Gerais é Flávio Bolsonaro. Minas Gerais é Cleitinho e Flávio Bolsonaro. É 22”, diz o governador eleito.
Vitorioso em primeiro turno em um cenário improvável, já que havia outras dez candidaturas ao governo, Cleitinho Azevedo conquistou 6. 321. 590 votos, o equivalente a 55,4% do total, no dia 4 de outubro. Seu principal adversário, o deputado Patrus Ananias (PT-MG), teve menos da metade, com 3. 006. 088 votos (tendo sido, inclusive, menos votado que o deputado Nikolas Ferreira, principal cabo eleitoral do bolsonarismo no estado).
O apoio declarado de Cleitinho a Flávio se soma à força de Nikolas em Minas Gerais, o que é um problema para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já perdeu no estado no primeiro turno, com uma diferença de 588. 612 votos, e tenta virar o jogo. Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo.
Flávio Bolsonaro também é apoiado no estado pelo atual governador, Mateus Simões (PSD), e por seu antecessor, Romeu Zema (Novo), que disputou a Presidência no primeiro turno e teve apenas 326. 488 votos — 0,27% do total –, ficando em sexto lugar.
Desde a redemocratização do país, todos os presidentes eleitos venceram em Minas Gerais. O eleitor mineiro é considerado decisivo por funcionar como um pêndulo — já elegeu Lula, Dilma e Bolsonaro –, sendo também capaz de votar em candidatos opostos numa mesma eleição (em 2022, Lula e Zema venceram no estado).





