Política
Flávio Bolsonaro diz que canal da campanha de Lula no WhatsApp faz 'divulgação de mentiras em massa'
Senador e candidato do PL à Presidência participou de evento em São Paulo. Ele também negou que vá acabar com o Bolsa Família.
BATANEWS/G1
O senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, acusou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de usar um canal de divulgação de mentiras em massa.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mandou suspender no WhatsApp o canal “Exército do Lula', a pedido da campanha de Flávio. Mais tarde, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral suspendeu preliminarmente a decisão e liberou o canal.
Coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), o canal reúne apoiadores de Lula; para Nunes Marques, ele replica conteúdos já considerados inverídicos pelo TSE.
Em encontro com prefeitos paulistas organizado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), Flávio também negou que vá acabar com o Bolsa Família e pediu a aliados que não baixem a guarda.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que é alvo de mentiras por parte da campanha do adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ele afirmou que é alvo de um "canal de divulgação de mentiras em massa", mas não citou o nome. Neste domingo (11), o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula" no WhatsApp, atendendo a um pedido da campanha de Flávio. A decisão foi, mais tarde, suspensa preliminarmente pelo corregedor da Justiça Eleitoral.
"Espero que a Justiça Eleitoral seja mais ágil, porque os caras criaram até um canal de divulgação de mentiras em massa. É um absurdo. E, como foi dito, algumas pessoas acreditam nisso, que o Flávio vai acabar com a luz do sol, e tem gente que acredita, né?", afirmou.
"Hoje, o principal instrumento que nós temos é a comparação. De um lado, um governo mentiroso. É uma coisa que causa uma revolta, a quantidade de mentiras que eles tão inventando, e é de propósito, é estratégia de campanha a mentira. O PT chega ao governo com a mentira. O PT tenta se sustentar no poder com a mentira", completou o candidato.
Coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG), o canal "Exército do Lula" tem mais de 3 milhões de inscritos. O objetivo é compartilhar áudios, vídeos e orientações para apoiadores de Lula.
Segundo Nunes Marques, o canal deveria ser suspenso por haver a "utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos". O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reabilitou o funcionamento. A decisão é preliminar e deverá ser discutida pelo plenário do TSE.
Flávio participou de um encontro com prefeitos de cidades paulistas no Shopping Light, no Centro de São Paulo. O evento foi organizado pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
No evento, o candidato também negou que vá acabar com o Bolsa Família. Disse também que vai manter a regra de aumento do salário mínimo acima da inflação.
"Não vai ter fim de Bolsa Família, foi o [ex-presidente Jair] Bolsonaro que triplicou o valor do Bolsa Família. Como é que alguém está pensando em acreditar que nós acabaríamos com isso? É mentira", disse.
Mobilização de aliados
O governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os senadores eleitos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) também estiveram presentes no evento.
Flávio afirmou que o cenário para sua vitória nas eleições de 2026 "está favorável", mas alertou que seus apoiadores "não podem baixar a guarda'.
“Essas pessoas que já votaram em nós, precisamos trabalhar para que elas vão às urnas no domingo [dia 25, segundo turno das eleições] de novo', afirmou o candidato.





