Vander acredita no voto silencioso do eleitorado para chegar ao Senado

O candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul comentou que estas eleições têm o fator da interferência dos Estados Unidos

BATANEWS/CORREIO DO ESTADO


Vander Loubet (PT), candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul - Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

Na manhã deste domingo (4), após votar, o candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul, Vander Loubet (PT),  comentou que mais do que mudar o eleitorado sul-mato-grossense, sua campanha conseguiu alcançar e convencer os eleitores locais que costumam ser mais ligados à direita.

À reportagem do Correio do Estado, Vander apresentou sua avaliação sobre a campanha eleitoral, as estratégias adotadas e as expectativas para estas eleições, além de comentar sobre essa não ser uma eleição comum, no que diz respeito a interferência norte-americana.

Vander ressalta que apesar da esquerda ter perdido o protagonismo nas últimas duas eleições no Estado, ele acredita que o eleitorado tem um voto silencioso e que isso pode aparecer nas urnas.

'Acho que tem um eleitorado muito silencioso. Sinto isso, um voto muito silencioso, as pessoas com dificuldade ou não querendo se manifestar pela pressão, principalmente em votar no Lula, ela se sente pressionada pelos seus patrões, seus chefes e acredito muito que também tem um voto silencioso dos servidores públicos. Agora é esperar para ver, acho que nós fizemos uma campanha que ganhou o coração e a mente das pessoas, a campanha que a gente vai sair muito maior do que as últimas eleições', comentou o candidato ao Senado.

Vander Loubet afirma que o PT compreendeu a sua estratégia de campanha, que era vincular o primeiro voto a Lula e Fábio, e também buscar o 'segundo voto' de eleitores mais conservadores, de centro e centro-direita, e da classe política.

'Sinto que parte da classe política me abraçou muito em função disso e do pragmatismo também, que é a expectativa do Lula ganhar a eleição, deles terem um interlocutor que sabe que eu sou do PT, sabe que eu sou de esquerda, mas sabe que eu respeito quem pensa diferente e que vou abrir portas para os vereadores, vereadoras, prefeitos, prefeitas e para os movimentos sociais.

Interferência dos EUA

Ao ser questionado pela reportagem do Correio do Estado sobre esta eleição não ser comum devido ao fator de interferência dos Estados Unidos na América Latina, Vander Loubet respondeu que esta foi uma preocupação do presidente Lula quando este o procurou para ser o candidato ao Senado. Além disso, o petista lembra que os EUA têm intervindo ou tentado intervir outros países, como na Argentina, Chile e Colômbia.

'Eles têm acompanhado e têm intervido nas eleições, ou tentado, tem jogado pesado na Argentina, no Chile, na Colômbia, e aqui não está sendo diferente. É que o Brasil não é um país qualquer. Mas eu acho que nessa eleição está em jogo exatamente o Estado Democrático de Direito e a nossa soberania, não tenho dúvida disso'. 

O candidato também comentou que há um grande interesse estrangeiro nas reservas de terras raras do Brasil, buscando explorá-las. Ele reitera que o Brasil 'não vai mais ser colônia americana'.

'Principalmente naquilo que é mais sagrado para nós, que são as reservas de terras raras que nós temos e que eles estão interessadíssimo em meter a mão nisso aqui, eles explorarem isso como sempre tentaram e exploraram na América Latina todinha. Nós não vamos mais deixar, a gente não vai mais ser colônia americana, nós temos que ter vergonha na cara, nós temos a nossa soberania, a nossa luta, nós precisamos se apropriar disso e parte disso no modelo no modelo de gestão'.

Por fim, ele defende um modelo de partilha, similar ao pré-sal, para as terras raras, onde parte dos lucros seja destinada a pagar a 'dívida social' do Brasil, garantindo casa, saúde e educação de qualidade para os excluídos.