Política
Os motivos que emperram o crescimento de Lula e Flávio nas últimas pesquisas da reta final
Levantamento da AtlasIntel mostra o presidente à frente por 3,1 pontos no primeiro turno e empate técnico no segundo
BATANEWS/VEJA
Lula lidera a corrida presidencial com 45,3% das intenções de voto, contra 42,2% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno segundo a pesquisa AtlasIntel apresentada nesta terça-feira, 29, no programa Ponto de Vista. Na avaliação do colunista Robson Bonin, os números retratam uma disputa concentrada nos dois candidatos, mas na qual nenhum deles consegue abrir uma vantagem confortável às vésperas da eleição (este texto é um resumo do vídeo acima).
O que mostra a pesquisa AtlasIntel?
Lula tem 3,1 pontos percentuais de vantagem sobre Flávio no primeiro turno. Renan Santos aparece em seguida, com 5,2%, à frente de Augusto Cury, com 2%, Ronaldo Caiado, com 1,8%, e Romeu Zema, com 0,9%.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois primeiros colocados, Flávio marca 47,7% e Lula, 47,6%: empate técnico, considerada a margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos. O levantamento ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro e tem nível de confiança de 95%.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral
Por que Bonin vê dificuldades para Lula?
Para o colunista, a pesquisa mantém uma tendência observada nas últimas semanas, sem mudanças bruscas na disputa. Ele afirmou que Lula tem anunciado medidas como reajuste do Bolsa Família e um novo Desenrola, mas não transformou essas iniciativas em uma vantagem mais ampla nas intenções de voto. “Ele não consegue decolar e ter um conforto nessa disputa eleitoral”, disse Bonin.
O colunista avaliou que chegar à última semana antes do primeiro turno nessa posição é preocupante para o presidente. A análise leva em conta, segundo ele, o alcance das ações do governo e a pequena distância que ainda separa Lula de Flávio na pesquisa.
O que limita Flávio Bolsonaro?
Na leitura de Bonin, Flávio encontra apoio no sentimento antipetista e na rejeição ao sistema político, mas também enfrenta dificuldades para ampliar sua votação. O colunista citou investigações relacionadas ao nome do candidato como um dos fatores que, em sua avaliação, restringem seu crescimento. “Tem um teto e um limite pra crescer”, afirmou.
Para o colunista, o cenário descrito pela pesquisa também sugere desinteresse de parte do eleitorado por uma campanha dominada pelo confronto entre os dois líderes.
VEJA+IA: Este conteúdo foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.