Eleitor não está à venda: combustível, dinheiro e favores não podem decidir uma eleição

BATANEWS/REDAçãO


Foto: Divulgação

Em época de eleição, velhas práticas voltam a preocupar a população, denúncias e relatos de oferta de combustível, dinheiro, alimentos e outros benefícios em busca do voto do eleitor.

Em municípios como Batayporã, Ivinhema, Taquarussu e Nova Andradina, assim como em outras cidades de Mato Grosso do Sul, qualquer suspeita dessa natureza precisa ser documentada e levada às autoridades competentes. Acusações contra pessoas determinadas devem ser apuradas, com direito à defesa, e não tratadas como fatos comprovados sem evidências.

Mas uma coisa precisa ficar clara: voto não é mercadoria.

Oferecer dinheiro, combustível ou outra vantagem com a finalidade de obter voto pode configurar compra de votos. E o eleitor também não deve aceitar dinheiro ou benefício em troca de seu voto. A legislação eleitoral prevê punição não apenas para quem oferece, mas também para quem solicita ou recebe vantagem com essa finalidade.

Por isso, o verdadeiro “troco” do eleitor não deve ser pegar dinheiro de candidato. Deve ser denunciar a tentativa de compra de voto e exercer sua liberdade na urna.

Se alguém oferecer combustível, dinheiro, cesta básica ou qualquer outro benefício em troca do voto, registre as informações e preserve, quando possível e de forma segura, mensagens, documentos, fotos, vídeos, data, horário e local. Esses elementos podem ajudar as autoridades a investigar o caso.

O eleitor também deve pesquisar antes de votar. Consulte informações oficiais sobre as candidaturas, examine o histórico público, propostas e eventuais processos ou decisões judiciais, distinguindo sempre uma simples acusação ou processo em andamento de uma condenação definitiva.

Mato Grosso do Sul não precisa de uma eleição decidida pelo tanque de combustível, pela nota entregue escondida ou pelo favor de última hora.

O voto é livre. Não venda, não negocie e não troque sua escolha por benefício algum.

Se houver tentativa de compra de votos, denuncie. E, na urna, faça sua própria escolha com consciência e informação.

Chega de transformar necessidade em instrumento eleitoral. Eleitor merece respeito, e voto não tem preço.