Política
A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas eleitorais para a Presidência
BTG/Nexus e Quaest colocam presidente e senador em empate técnico no primeiro e no segundo turnos
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A menos de duas semanas do primeiro turno, as duas pesquisas nacionais divulgadas na segunda-feira, 21, mostram uma disputa apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). BTG/Nexus e Quaest colocam os dois em empate técnico tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno.
No primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente nos dois levantamentos. Na BTG/Nexus, o presidente tem 40%, contra 37% de Flávio, diferença de 3 pontos percentuais. Na Quaest, são 37% para Lula e 33% para o senador, distância de 4 pontos. As duas pesquisas têm margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
No segundo turno, a distância cai para apenas 1 ponto nos dois institutos, mas em direções opostas. A BTG/Nexus registra Lula com 46% e Flávio com 45%. Na Quaest, Flávio tem 42% e Lula, 41%.
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O que mudou na distância entre Lula e Flávio?
A BTG/Nexus mostra uma redução da vantagem numérica de Lula no primeiro turno. O presidente passou de 42% para 40%, enquanto Flávio permaneceu com 37%. Com isso, a distância entre os dois caiu de 5 para 3 pontos percentuais e passou a ficar dentro da margem de erro.
Na Quaest, Lula tem 37% e Flávio, 33%. A diferença de 4 pontos também coloca os dois em empate técnico, considerando a margem de erro de 2 pontos para cada lado. É a primeira rodada da pesquisa Quaest apresentada no material em que os dois aparecem tecnicamente empatados também no primeiro turno.
Os dois institutos, portanto, convergem no retrato dessa etapa da disputa: Lula mantém a dianteira numérica, mas sem vantagem superior à margem de erro.
Como está o segundo turno entre Lula e Flávio?
O equilíbrio é ainda maior quando os dois são colocados frente a frente.
Na BTG/Nexus, Lula tem 46% e Flávio, 45%. Na rodada anterior, eram 47% e 46%, respectivamente. Os dois oscilaram 1 ponto para baixo e a distância permaneceu inalterada.
Na Quaest, Flávio aparece numericamente à frente, com 42%, contra 41% de Lula. Na pesquisa anterior, o senador tinha 42% e o presidente, 40%. Flávio permaneceu no mesmo patamar e Lula oscilou 1 ponto para cima, reduzindo a diferença de 2 para 1 ponto.
Assim, os dois levantamentos encontram exatamente a mesma distância no confronto direto: 1 ponto percentual. A diferença está apenas em quem aparece numericamente à frente.
Quem aparece depois de Lula e Flávio?
Augusto Cury (Avante) ocupa numericamente a terceira posição nas duas pesquisas, com 6% das intenções de voto.
Na BTG/Nexus, Ronaldo Caiado (PSD) aparece em seguida, com 5%, enquanto Renan Santos (Missão) tem 3% e Romeu Zema (Novo), 1%.
Na Quaest, Caiado registra 4%, Renan tem 3% e Zema, 1%. Cury, Caiado e Renan ficam dentro da margem de erro entre si.
A concentração em Lula e Flávio é elevada nos dois levantamentos. Juntos, eles somam 77% das intenções de voto na BTG/Nexus e 70% na Quaest.
Quais candidatos conseguem empatar com Lula no segundo turno?
As duas pesquisas também encontram outros confrontos tecnicamente equilibrados envolvendo o presidente.
Na BTG/Nexus, Lula e Caiado empatam numericamente em 45%. Contra Cury, o presidente registra 45%, ante 43% do candidato do Avante. Os dois cenários ficam dentro da margem de erro.
Lula aparece com vantagem numérica maior contra Zema, por 47% a 41%, e contra Renan, por 47% a 39%.
Na Quaest, Lula tem 41% contra 39% de Caiado e 41% contra 38% de Renan. Diante de Cury, o placar é de 39% a 35%. Considerada a margem de erro de 2 pontos percentuais para cada candidato, os três confrontos configuram empate técnico.
Contra Zema, a Quaest registra a maior distância: Lula tem 46%, ante 32% do candidato do Novo.
O voto em Lula e Flávio está consolidado?
A BTG/Nexus mostra aumento na parcela de eleitores que dizem ter uma escolha definitiva. Entre aqueles que indicaram algum candidato, 84% afirmam que não pretendem mudar o voto, ante 83% na rodada anterior. Outros 15% ainda admitem trocar de candidato.
A firmeza é ainda maior entre os eleitores dos dois líderes. Entre os que escolhem Flávio no primeiro turno, 92% dizem que não mudarão de voto. Entre os eleitores de Lula, são 90%.
Em um eventual segundo turno entre os dois, 94% dos eleitores de Lula dizem ter uma escolha definitiva, ante 93% dos que votam em Flávio.
Entre os 15% que ainda admitem mudar no primeiro turno, Flávio é a principal segunda opção, com 19%. Cury e Lula aparecem com 15% cada, e Caiado, com 14%.
Como está a rejeição dos dois candidatos?
Os dois levantamentos também mostram Lula e Flávio próximos nos indicadores de rejeição, embora as perguntas e metodologias de cada instituto devam ser consideradas separadamente.
Na BTG/Nexus, a rejeição de Flávio permanece em 50% pela quarta rodada consecutiva. A de Lula passou de 48% para 49%.
Na Quaest, 56% dizem conhecer Flávio, mas não votar nele de jeito nenhum. Para Lula, o percentual é de 55%.
Em ambos os levantamentos, portanto, a diferença numérica na rejeição entre os dois é de apenas 1 ponto percentual.
O que as pesquisas de segunda-feira deixam mais claro?
BTG/Nexus e Quaest apresentam percentuais diferentes, mas convergem no grau de equilíbrio entre os dois principais candidatos.
No primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente nas duas: por 40% a 37% na BTG/Nexus e por 37% a 33% na Quaest. As duas diferenças estão dentro das respectivas margens de erro.
No segundo turno, a distância cai para 1 ponto em ambos os levantamentos. A BTG/Nexus coloca Lula numericamente à frente, por 46% a 45%. A Quaest apresenta Flávio com 42%, contra 41% do presidente. Os dois resultados também configuram empate técnico.
Como foram feitas as pesquisas?
A BTG/Nexus ouviu 2.006 pessoas por telefone entre os dias 18 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores brasileiros entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.






