Casas concentram mais de 16 mil casos de estupro em MS; crianças são principais vítimas

BATANEWS/D.AGORA


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Lugar que deveria significar proteção e segurança, a residência é o principal cenário dos casos de estupro registrados em Mato Grosso do Sul. Dados do Painel de Monitoramento da Sejusp-MS mostram que 16.366 ocorrências foram registradas em casas ou locais similares nos últimos dez anos.

No período, o Estado contabilizou 22.591 vítimas de estupro. O número de casos ocorridos dentro de residências representa cerca de 72% do total e supera com ampla diferença os registros em outros tipos de locais.

Depois das casas, as propriedades rurais aparecem com 2.995 ocorrências, seguidas pelas vias urbanas, com 2.590. O levantamento também registra casos em escolas, onde houve 504 vítimas, estabelecimentos comerciais, com 439, unidades de saúde, com 237, órgãos públicos, com 173, além de outros locais.

Outro dado que chama atenção é a faixa etária das vítimas. Crianças de até 11 anos formam o grupo mais atingido pelos estupros no Estado, seguidas pelos adolescentes de 12 a 17 anos.

A classificação adotada pela Sejusp considera como criança as vítimas de 0 a 11 anos; adolescentes, de 12 a 17 anos; jovens, de 18 a 29; adultos, de 30 a 59; e idosos, acima de 60 anos.

A série histórica revela que os registros permaneceram acima de duas mil vítimas anuais na maior parte da década. O menor número foi registrado em 2016, com 2.006 vítimas. Já o maior patamar ocorreu em 2023, quando 2.658 pessoas foram vítimas de estupro em Mato Grosso do Sul.

Em 2024, foram contabilizadas 2.412 vítimas e, em 2025, outras 2.220. Neste ano, o painel aponta 1.398 vítimas até 18 de setembro, dado que ainda não pode ser comparado diretamente ao total dos anos anteriores.

Nos dez anos completos mais recentes, entre 2016 e 2025, os números foram: 2.006 vítimas em 2016; 2.206 em 2017; 2.247 em 2018; 2.303 em 2019; 2.139 em 2020; 2.123 em 2021; 2.277 em 2022; 2.658 em 2023; 2.412 em 2024; e 2.220 em 2025.