Salada embalada é segura? Entenda como alimento pode ser contaminado

BATANEWS/FOLHA


Morgane Fadanelli/NYT

À medida que o maior surto de cyclospora da história dos Estados Unidos perde força, especialistas afirmam que provavelmente já é seguro voltar a comer salada. Ainda assim, algumas pessoas passaram a desconfiar das folhas pré-embaladas —que muitas vezes são cortadas, misturadas, higienizadas e seladas a vácuo em lugares distantes, além de percorrer trajetos longos até chegar ao supermercado.

Na maioria das vezes, essas folhas chegam às prateleiras em condições seguras para o consumo. No entanto, há muitos pontos ao longo do percurso em que elas podem ser contaminadas por agentes patogênicos como E. coli, listeria e cyclospora.

As hortaliças folhosas estão entre as fontes mais comuns de surtos de doenças transmitidas por alimentos nos Estados Unidos. Veja algumas vulnerabilidades do sistema alimentar que podem causá-los.

O período de maior vulnerabilidade da alface ocorre durante seu cultivo e sua colheita.

A alface é cortada, lavada e misturada antes de ser embalada, o que pode espalhar agentes patogênicos de um único pé para várias saladas embaladas.

Se houver resíduos demais na água, os produtos químicos não conseguirão eliminar todos os agentes patogênicos —e as substâncias normalmente usadas nessas soluções, como o cloro, não matam a cyclospora.

A salada embalada precisa resistir a condições de transporte por vezes adversas antes de chegar a um restaurante, supermercado ou ao seu prato.

Enxaguar frutas, verduras e legumes em água corrente pode reduzir, mas não eliminar, alguns agentes patogênicos —entre eles a cyclospora, que só pode ser morta pelo aquecimento.