Pouca água, muito sal: veja o que aumenta o risco de pedra nos rins

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Excesso de sal e pouca água elevam risco de cálculo renal - Catarina Pignato - Catarina Pignato

Você está lá fazendo seu check-up, pedido pelo médico, e aí, quando chegam os resultados, ele diz que você está com cristais na urina. E agora?

Primeiro, vamos entender como é formado esse cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins.

Uma comparação simples ajuda a elucidar esse tema: se você colocar uma quantidade muito grande de açúcar em um copo com água, chega um momento em que ele não se dissolve mais e se acumula no fundo, explica Saulo Couto, nefrologista do Hospital Infantil Darcy Vargas, gerido pelo Einstein Hospital Israelita.

O mesmo ocorre se você deixar a mistura parada por muito tempo. Na urina, quando há uma eliminação muito grande de certas substâncias e não há água suficiente para diluí-las, a tendência é que elas se cristalizem.

Não é hora de se desesperar. Se a pessoa estiver se hidratando bem e urinando adequadamente, esses cristais são eliminados rapidamente, de forma natural e sem dor.

Mas... se o cálculo não for eliminado, ele continua a atrair outros cristais, que vão se agregando e aumentando progressivamente de tamanho com o tempo.

Tem mais de um. Os cálculos renais não são todos iguais, têm diferentes tipos. São eles: 1. Oxalato de Cálcio: o mais comum, acontece justamente pela baixa ingestão de água. 2. Fosfato de Cálcio: associado ao consumo exagerado de sal. Não é porque tem cálcio no nome que se deve parar de comer alimentos com cálcio, como leite e queijo, alerta Couto.

O cálcio ingerido na alimentação se liga ao oxalato no intestino e ajuda a eliminá-lo, o que, na verdade, reduz o risco de formação de pedras. 3. Ácido Úrico: ligado ao consumo excessivo de proteína animal na dieta. 4. Estruvita: formado em decorrência de infecções urinárias de repetição. 5. Cistina: caso mais raro, decorrente de uma alteração genética e hereditária.

Como saber? Os sintomas costumam aparecer quando a pedra se movimenta, cresce ou obstrui o trato urinário:

Se você apresentou esses sintomas, é hora de procurar um médico.

Um guia para entender os fatores que proporcionam o cálculo renal e como se prevenir:

O ideal é consumir de 2,5 a 3 litros de água por dia, sendo o mínimo recomendado de 2 litros diários.

Cuidado com aquelas águas vendidas no mercado como águas com gás que contêm em sua fórmula açúcar e sódio, essas devem ser evitadas, pois são consideradas como refrigerantes, alerta Couto.

A hidratação deve ser redobrada durante atividades físicas: quem se exercita e sua muito, mas não repõe os líquidos perdidos, deixa a urina muito concentrada.

Evite o consumo de bebidas alcoólicas achando que elas ajudam na hidratação só porque fazem você sentir mais vontade de ir ao banheiro, pois o álcool não interfere positivamente na prevenção, diz Arroyo.

Se você teve uma vez, precisa redobrar o cuidado, porque também pode acontecer de novo, por isso a investigação médica é essencial.

Couto aponta que uma pessoa que já teve uma pedra nos rins pode desenvolver um novo cálculo renal em um período de 5 a 10 anos.

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