Agricultura
Da dificuldade à fartura: produtora colhe maracujá e mandioca em MS
Em Ponta Porã, a produtora Rosely Franco reestruturou seu sítio com auxílio da ATeG do Senar/MS, alcançando mandiocas de 18 quilos e nova renda.
BATANEWS/REDAçãO
A busca pelo planejamento adequado e pelo uso eficiente da terra transformou a realidade da produtora rural Rosely Franco no município de Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul. Atendida pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/MS, a agricultora reorganizou o manejo de sua propriedade e elevou os índices produtivos, colhendo raízes de mandioca que chegaram à marca de 18 quilos.
A trajetória da produtora no campo teve início com o retorno à vida rural no começo dos anos 2000. Ao ocupar a propriedade em Ponta Porã, a família enfrentou a ausência de infraestrutura básica, sem casa, cercas ou maquinário próprio para o preparo do solo. A sobrevivência e os primeiros plantios de subsistência basearam-se no apoio de vizinhos da região, que doaram ramas de mandioca, sementes de milho e pequenos animais.
Mesmo diante das limitações econômicas, a agricultora manteve o foco na estruturação da propriedade enquanto garantia o acesso dos filhos ao ensino superior. O divisor de águas na gestão do sítio ocorreu com a adesão ao programa ATeG Prepara, metodologia do Senar/MS desenvolvida para orientar produtores na organização administrativa, correção de processos e identificação das aptidões agrícolas da área.
Estruturação do sítio: O programa ATeG Prepara atua na organização inicial das propriedades rurais, preparando os agricultores para o atendimento em cadeias produtivas específicas.
Com o acompanhamento mensal do técnico de campo, a propriedade passou por ajustes na preparação do solo e no espaçamento do plantio. A resposta positiva nas primeiras safras permitiu a transição para a ATeG Horticultura, programa com atendimento direcionado ao cultivo de raízes, legumes e frutas de alto valor comercial.
O aprendizado prático abrangeu diagnósticos de pragas e manejo nutricional das plantas diretamente no talhão. Durante a colheita da mandioca, a produtora observou o crescimento de raízes de tamanho atípico, confirmando o potencial de resposta da lavoura após a aplicação das recomendações agronômicas do programa.
Ganho de produtividade: A correção do manejo e o acompanhamento mensal resultaram na colheita de raízes de mandioca de até 18 quilos na propriedade em Ponta Porã.
A diversificação das atividades garantiu estabilidade financeira ao sítio com a introdução do cultivo de maracujá e pomares de limão. O maracujá tornou-se uma das principais fontes de receita da família durante a temporada, com o beneficiamento e a venda direta de polpas congeladas por quilo no mercado local.
As orientações técnicas regulares cobrem o manejo fitossanitário dos pomares, com podas de condução e aplicações preventivas contra fungos e a larva minadora, praga comum em cultivos cítricos e passifloras. A assistência constante evitou perdas de frutos e garantiu a padronização das colheitas ao longo do ano.
A comercialização da mandioca e das frutas tornou-se a fonte primária de renda que sustenta a propriedade e os investimentos da família. A produtora planeja ampliar a área cultivada nas próximas safras, mantendo o acompanhamento técnico para estruturar os novos talhões de hortifrúti no município.
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