Anvisa aprova primeira caneta de semaglutida genérica do país

Produto que serviu de referência para o remédio aprovado como genérico foi o Ozivy, da EMS, a primeira caneta injetável de semaglutida fabricada no Brasil

BATANEWS/VEJA


Semaglutida: princípio ativo de medicamentos usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade (Getty Images/Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de mais dois medicamentos à base de semaglutida. Um deles, do laboratório brasileiro EMS, foi registrado como genérico — e é, portanto, o primeiro remédio dessa categoria aprovado pela agência entre os medicamentos à base de semaglutida. O registro foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda, 17.

Os genéricos têm o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica do medicamento de referência, e precisam demonstrar que funcionam de maneira equivalente. A VEJA, a EMS informou que o produto que serviu de referência para o remédio aprovado como genérico foi o Ozivy, a primeira caneta injetável de semaglutida fabricada no Brasil.

Aprovado pela Anvisa em maio de 2026, o Ozivy foi o primeiro medicamento sintético inspirado na semaglutida a ser aprovado no país desde o fim da patente do princípio ativo já consagrado por Ozempic, Wegovy e Rybelsus. Ele é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2.

O Ozivy está à venda nas farmácias brasileiras desde 15 de junho de 2026, mas ainda não há previsão sobre a data de início de comercialização da versão genérica recém-aprovada. Segundo a EMS, isso deve acontecer “nos próximos meses”, depois que o preço do novo fármaco for definido e aprovado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer os preços máximos dos medicamentos no país.

A caneta genérica não possui nome comercial, como determina a regulamentação para medicamentos genéricos.

Versão “similar” também foi aprovada

A resolução da Anvisa também contempla a aprovação de um medicamento à base de semaglutida do laboratório Germed, que pertence ao mesmo conglomerado da EMS. Neste caso, a opção obteve registro de medicamento “similar”.

Assim como o genérico, o similar contém o mesmo princípio ativo e deve demonstrar que tem eficácia e segurança equivalentes às do medicamento de referência. A principal diferença está na forma de registro e na apresentação comercial, já que o similar é comercializado com nome de marca e pode apresentar diferenças em características como excipientes, embalagem e rotulagem.

O medicamento similar será comercializado com o nome de Semaclique.

Segundo a EMS, o produto que serviu de referência para o remédio também foi o Ozivy.

Canetas emagrecedoras e o futuro da luta contra obesidade

O registro do medicamento genérico da EMS inclui quatro apresentações de semaglutida em solução injetável para aplicação subcutânea, todas com concentração de 1,34 mg/ml. Os produtos serão comercializados acompanhados de canetas aplicadoras e agulhas.

O Semaclique, da Germed, também recebeu registro para quatro apresentações. As versões têm a mesma concentração e seguem o mesmo formato de apresentação do produto da EMS, com solução injetável, canetas aplicadoras e agulhas.

As canetas aprovadas são indicadas para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício:

•⁠ ⁠Em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada devido a intolerância ou contraindicações;

•⁠ ⁠Em adição a outros medicamentos para o tratamento do diabetes.

O documento publicado no Diário Oficial da União não tem informações sobre preços ou sobre a data de início da venda dos produtos.

Como todos os medicamentos da classe dos GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias.