Saúde
O exame de colesterol influenciado pela genética que você deveria fazer uma vez na vida
Trata-se da Lp(a), um tipo de colesterol que cada vez mais preocupa os cardiologistas
BATANEWS/VEJA
Na sopa de letrinhas do colesterol, além de LDL, HDL e VLDL, outra sigla protagoniza cada vez mais estudos e recomendações, a Lp(a). Falamos da lipoproteína (a), uma partícula de colesterol ruim que, agregada a outra molécula de índole inflamatória, torna-se um perigo para as artérias, aumentando o risco de infarto, AVC e outras complicações.
A Lp(a) tem uma característica muito peculiar: é determinada pela herança genética.
A má notícia é que intervenções no estilo de vida e mesmo medicamentos atuais não são páreos o suficiente para baixá-la a níveis desejáveis.
Mas há uma boa notícia: dosar essa molécula apenas uma vez na vida já permite entender quão expostos estamos a ameaças. Embora não seja possível tratar a Lp(a) em si – por enquanto -, conhecer essa informação é importante para traçar ou reforçar estratégias que ajudem a proteger ainda mais as artérias.
Esse pacote inclui tomar medidas para baixar o colesterol ruim LDL, controlar a pressão arterial, domar a glicemia, perder peso etc.
A Lp(a) ganhou ainda mais evidência no país depois de a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) atualizar suas diretrizes de prevenção à doença cardiovascular e orientar, pela primeira vez, cuidados voltados a esse tipo de colesterol, o que depende obviamente da dosagem da substância.
A lipoproteína (a) é medida por um exame de sangue. Por ser determinada geneticamente, e menos influenciada por fatores comportamentais e ambientais, a sugestão é que seja avaliada uma vez na vida.
Segundo a diretriz da SBC, os níveis de Lp(a) não devem ultrapassar a taxa de 30 mg/ dl.
Farmacêuticas estão trabalhando neste momento em drogas capazes de reduzir especificamente as taxas desse tipo de colesterol no sangue. A expectativa é que possam chegar ao mercado nos próximos dois ou três anos.





