Justiça
Julgamento de acusado pela morte de jovem em Batayporã acontece nesta terça-feira
BATANEWS/REDAçãO
Está marcado para esta terça-feira, 24 de junho de 2026, o julgamento de Carlos Daniel da Silva Krause, acusado de matar a companheira, Karina Macedo, de 23 anos, em um caso que gerou grande repercussão em Batayporã e em toda a região.
O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri no Fórum da Comarca de Batayporã, com início previsto para as 8h30. A sessão havia sido inicialmente agendada para o dia 21 de maio deste ano, mas precisou ser adiada por questões relacionadas à transferência do réu.
Na ocasião, Carlos Daniel, que está preso em uma unidade penal de Dourados, não pôde ser conduzido até Batayporã devido a uma operação realizada no estabelecimento prisional, o que impossibilitou sua escolta para participação no julgamento.
Relembre o caso
Karina Macedo foi encontrada morta no dia 30 de junho de 2024, em uma residência localizada na Avenida Antônia Spinosa Mustafá, próximo à Lagoa do Sapo, em Batayporã.
No momento da ocorrência, Carlos Daniel também estava no imóvel. Durante a ação policial, foram encontradas porções de entorpecentes na residência, motivo pelo qual ele foi inicialmente preso por tráfico de drogas.
Em seu primeiro depoimento, o acusado afirmou que Karina teria chegado à casa alterada e que ambos consumiram bebida alcoólica e cocaína. Segundo sua versão, a jovem passou mal e morreu, apesar das tentativas dele de prestar socorro.
Entretanto, o avanço das investigações levantou questionamentos sobre essa narrativa. Testemunhos, exames periciais e a reprodução simulada dos fatos apontaram inconsistências entre o relato apresentado e os vestígios encontrados no local.
Peritos do Núcleo Regional de Perícias de Nova Andradina concluíram que a versão do acusado não era compatível com as evidências observadas durante a investigação.
Além disso, o laudo necroscópico emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) indicou que Karina morreu em decorrência de hipóxia cerebral provocada por constrição cervical, caracterizada pela compressão do pescoço. O exame descartou, como causa principal da morte, fatores como uso de drogas ou epilepsia, embora essas condições possam ter contribuído de forma secundária.
Com base no conjunto de provas reunidas durante a apuração, a Polícia Civil indiciou Carlos Daniel por homicídio qualificado, enquadrado como feminicídio. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que deram prosseguimento ao processo criminal.
Desde então, além da prisão relacionada ao tráfico de drogas, o acusado responde judicialmente pela morte da companheira e será submetido ao julgamento popular nesta terça-feira.





