Zeca conta para Lula que ministro é 'infiltrado' em MS

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Pré-candidata se vestiu de Barbie para receber alunos em 2025 (Foto: Reprodução)

Novo round - A briga entre direita e esquerda em Mato Grosso do Sul agora envolve a questão indígena. Depois de novo conflito na região de Sidrolândia, na tarde de sábado, começou um bate-boca virtual sobre a origem da movimentação que acabou com fazenda invadida. O deputado Zeca do PT partiu para o ataque dizendo que é coisa de infiltrados da direita.

Fofoqueiro da esquerda - Entre os nomes citados por ele aparece o ministro dos povos indígenas, o sul-mato- grossense Eloy Terena. Vira e mexe, Eloy é atacado por ser muito próximo de Viviane Luiza da Silva, ex-secretária estadual de cidadania e agora pré-candidata a deputada federal pelo PSDB. 'Aqui no Estado o Eloy está fechado com a Viviane e Riedel, eu já avisei isso pro Lula e para o pessoal de Brasília', comentou Zeca.

Candidatura pós-polêmica - A professora de artes e dança Emy Mateus Santos, de 25 anos, que ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em uma escola municipal de Campo Grande, deve ser candidata a deputada federal nas próximas eleições pelo PT. No ano passado, ela recebe seus alunos no primeiro dia de aula usando uma fantasia da personagem Barbie. Depois do episódio, passou a sofrer ataques do vereador André Salineiro (PL), que cobrou providências da secretaria municipal de educação sobre o fato da professora transexual se vestir de tal maneira.

Apoiada - No fim de semana, ela recebeu apoio do pré-candidato ao governo, o advogado Fábio Trad (PT). 'Mato Grosso do Sul é uma ilha de privilegiados cercada por uma enorme quantidade de pessoas sem direitos. Você sabe que o oprimido não tem vez, não tem voz nem visibilidade. Por isso, sua candidatura é fundamental para o nosso partido', declarou ao avaliar a importância da candidatura de Emy.

Gafe geográfica - Agentes culturais do Rio de Janeiro recorreram do resultado do edital “Fluxos Fluminenses', da Secretaria estadual de Cultura, que destina R$ 22,5 milhões a projetos de audiovisual, teatro, música e artes plásticas na cidade. Os recursos contestam falhas “bizarras' nos pareceres de avaliação, incluindo um caso em que um projeto realizado em Campo Grande, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, teria recebido uma análise equivocada porque os avaliadores confundiram o local com Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. O episódio gerou questionamentos sobre a qualidade das avaliações e levantou suspeitas de que ferramentas de Inteligência Artificial possam ter sido utilizadas em parte das análises.

Asfalto destravado - Depois de reclamações de empresas interessadas, a prefeitura marcou para esta terça-feira (16), às 8h, a retomada da licitação de R$ 42,9 milhões para obras de asfalto e drenagem em bairros de Campo Grande. O pacote inclui trechos no Aero Rancho, Jardim das Nações, Jardim Los Angeles e região dos residenciais Flores, União II, Girassóis e Oliveira.

Conta apertada - A Engepar e a JNC questionaram a forma como a prefeitura calculou o imposto que incide sobre os serviços da obra, alegando risco de a conta não fechar na hora de emitir nota fiscal. A administração respondeu aos pedidos de esclarecimento e decidiu seguir com a disputa. Traduzindo: houve reclamação nos bastidores técnicos, mas o certame continua.

Dinheiro da educação - A Prefeitura de Campo Grande notificou o recebimento de R$ 2,3 milhões do MEC/FNDE (Ministério da Educação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para alimentação escolar. O maior repasse foi para o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) do ensino fundamental, com R$ 1,2 milhão, seguido por creches, com R$ 600,6 mil, e pré-escola, com R$ 407,9 mil. Também há valores menores para AEE, EJA, ensino médio e educação quilombola.

Rios mortos - O Rio Sucuri, em Bonito, foi citado em coluna publicada pela Folha de S.Paulo sobre a relação entre pessoas e rios. O texto parte do livro “Is a River Alive?', do escritor britânico Robert Macfarlane, para discutir uma pergunta aparentemente simples: um rio pode estar vivo? A resposta defendida ao longo da coluna é que sim. Mas o autor usa exemplos de rios degradados, como o Tietê e o Pinheiros, em São Paulo, e o Xingu, no Pará, para mostrar que cursos d’água também podem ser “mortos' pela ação humana.

Sucuri - A menção a Mato Grosso do Sul aparece de forma breve, quando o colunista lista rios que passaram por sua trajetória. Entre eles estão o São Francisco, o Negro, o Solimões, o Tejo, o Tâmisa e o Sucuri, em Bonito. Apesar de curta, a citação coloca um dos principais atrativos naturais de MS dentro de uma discussão maior: a necessidade de enxergar rios não apenas como paisagem, recurso econômico ou ponto turístico, mas como ambientes vivos, dependentes de cuidado permanente.