Seis são presos após morte de jovem em salto de rope jumping de 40 metros

BATANEWS/REDAçãO


Foto: Divulgação

A morte de uma jovem durante uma atividade de rope jumping levou à prisão de seis pessoas envolvidas na organização do salto, segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Limeira (SP). A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao seu corpo.

O acidente aconteceu na conhecida Ponte do Esqueleto e foi registrado por pessoas que acompanhavam a atividade. As imagens mostram o momento em que a jovem é impulsionada da estrutura, sem que o sistema de proteção estivesse corretamente fixado. O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou forte comoção.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, os instrutores que participavam da atividade utilizavam camisetas identificadas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até o momento, as empresas não se manifestaram publicamente sobre o caso.

Nas redes sociais, os organizadores costumavam divulgar registros de diversos saltos realizados no local, inclusive com a participação de crianças e adolescentes. Publicações antigas mostram que a atividade era oferecida comercialmente e custava cerca de R$ 130 por participante.

Além da investigação criminal, a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende ingressar com uma ação judicial contra a União. Em nota oficial, a administração municipal alegou que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto seria do governo federal.

Segundo o município, diversos ofícios teriam sido encaminhados aos órgãos responsáveis ao longo dos últimos meses solicitando medidas de segurança para a área. A prefeitura afirma que vinha alertando sobre os riscos existentes no local desde o início deste ano.

O prefeito Murilo Félix declarou que os problemas relacionados à segurança da ponte eram conhecidos há anos e que o município vinha cobrando providências para evitar acidentes.

As circunstâncias da tragédia continuam sendo investigadas pelas autoridades, que apuram possíveis falhas nos procedimentos de segurança adotados durante a realização da atividade.