60% concordam que PCC e CV devem ser consideradas organizações terroristas

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.

BATANEWS/REDAçãO


Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump — Foto: Reprodução/Instagram

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que 60% dos entrevistados defendem que o governo brasileiro classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções como terroristas, 47% dos entrevistados acreditam que o senador Flávio Bolsonaro influenciou o presidente Donald Trump.

Especialistas em segurança alertam que a medida americana gera riscos à soberania nacional, enquanto defensores apontam que ela pode ampliar a cooperação internacional contra o crime.

O levantamento da Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho de 2026, apresentando margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 60% dos entrevistados concordam que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo governo brasileiro .

Enquanto que para 60%, as facções devem ser consideradas terroristas, 29% afirmaram que não. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 11%.

A pesquisa também perguntou se essas organizações deveriam ser classificadas como terroristas pelo governo dos Estados Unidos: 45% concordam com a medida, enquanto 45% discordam. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 10% .

As facções passaram a ser classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos em junho. A decisão foi divulgada pelo governo de Trump no fim de maio.

Os entrevistados responderam se acreditam se Flávio Bolsonaro influenciou Trump na decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

47% avaliam que o parlamentar teve influência na decisão. Já 37% dizem que ele não teve participação. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 16%.

O anúncio foi feito um dia após Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Especialistas em segurança avaliam que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas representa risco à soberania nacional. Já defensores da medida afirmam que ela pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional.

Relação de Lula e Flávio com Trump

O questionário incluiu um bloco de perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação ao relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e aos vínculos dos pré-candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente americano Donald Trump.

50% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento sobre o encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro, realizado no fim de maio. Outros 50% disseram não saber da reunião.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.

*Com informações do G1