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‘Gilmarpalooza’ 2026 reúne cúpula dos Poderes em meio a debates sobre STF, big techs e nova ordem internacional
Organizado por Gilmar Mendes, Fórum de Lisboa ocorre diante das discussões sobre o Banco Master, o futuro do código de ética do STF, a regulação tecnológica e os impactos da política internacional sobre a democracia e a soberania brasileira
BATANEWS/REDAçãO
O 14º Fórum de Lisboa, conhecido nos bastidores como “Gilmarpalooza', começa na segunda-feira 1º reunindo ministros de tribunais superiores, integrantes do governo federal, congressistas, empresários e especialistas estrangeiros em Portugal.
O encontro, promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes, terá como tema central “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais'.
A edição deste ano ocorre em um momento particularmente sensível para o Supremo Tribunal Federal. O evento será realizado enquanto a Corte enfrenta repercussões do escândalo envolvendo o Banco Master e discute a adoção de um código de ética para seus ministros.
Também deve servir como espaço de debate sobre inteligência artificial, soberania digital, regulação de plataformas tecnológicas e os efeitos da política externa dos Estados Unidos sobre a ordem internacional. Entre os temas previstos estão ainda os desdobramentos da atuação do presidente norte-americano Donald Trump e questões ligadas à tecnologia e governança global.
A realização do fórum também coincide com o debate brasileiro sobre a atuação das big techs e ocorre poucos dias depois das autoridades dos Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, ampliando a relevância das discussões sobre soberania, segurança e cooperação internacional que estarão presentes em diversos painéis.
Em entrevista ao UOL , na terça 26, Gilmar Mendes rejeitou a avaliação de que o caso Master ou as discussões sobre o código de ética possam afetar o encontro. Segundo o ministro, “não detectamos nenhum impacto' e haveria uma tentativa de associar artificialmente o fórum a essas controvérsias. Ele também afirmou que o evento tem caráter acadêmico e declarou que o Fórum de Lisboa integra aquilo que considera “o Brasil que dá certo'.
A lista de participantes mostra a permanência de uma forte presença do Judiciário, especialmente do STF e do STJ. Também chama atenção a ausência de alguns governadores de oposição que frequentaram edições anteriores, enquanto nomes ligados ao governo federal e à área econômica ganharam espaço na programação.
Segundo os organizadores, esta será a maior edição já realizada do Fórum de Lisboa, com mais de 450 participantes de 15 países distribuídos em 71 painéis ao longo de três dias de debates.
Credito. Carta Capital / Vinícius Nunes




