Custo com insumos para soja 2026/27 está 20% superior à média de 7 anos

BATANEWS/BRASILAGRO


Colheita de soja — Foto Divulgação

Produtor precisa gastar hoje 5,7 sacas de soja a mais para comprar pacote de insumos para um hectare, segundo levantamento da consultoria Agrinvest.

O custo atual de produtores rurais apenas com a compra do pacote de insumos (sementes, defensivos efertilizantes) para a safra desoja2026/27 está 20% mais alto do que a média dos últimos cinco anos, de acordo com levantamento da Agrinvest Commodities.

A alta preocupa porque o período de compras de insumos para a safra que começará oficialmente em julho ainda não terminou, alerta a consultoria.

Segundo a Agrinvest, o custo do pacote em maio chegou a 33,2 sacas desojapor hectare, ou seja, produtores precisam hoje desembolsar tal quantidade de sacas para comprar insumos suficientes para um hectare.

O valor até caiu 0,6 saca/ha em relação a abril, mas ainda está 5,7 sacas/ha acima da média dos últimos sete anos e 2,8 sacas mais alto do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Parte da queda entre abril e maio se deve à leve alta do preço dasojae à desvalorização de alguns insumos, disse a Agrinvest. Mas a redução também ocorreu porque produtores devem diminuir a adubação até então planejada para a próxima safra. Na prática, isso significa que o custo caiu, em parte, porque o produtor pretende adubar menos o solo.

Osfertilizantescontinuam sendo os principais responsáveis pela alta dos custos de produção. Já os preços das sementes não mudaram significativamente e os dos defensivos tiveram elevações mais moderadas no período.

Segundo a Agrinvest, uma propriedade de 500 hectares terá um custo adicional de cerca de 1.400 sacas desojaapenas com insumos, na comparação com o ciclo anterior.Diante desse cenário, o produtor precisará de maior produtividade ou de preços mais altos para manter a mesma margem registrada na safra passada.

Além do aumento dos custos, o setor também acompanha as preocupações em torno de um possível cenário de El Niño no próximo ciclo, fenômeno climático que pode alterar a distribuição de chuvas no país, trazendo mais riscos para a produção agrícola (Globo Rural, 28/5/26)