Pratica ou teoria: qual vale mais no governo?

MANOEL AFONSO


Foto: Divulgação

CONTABILIDADE: Dos 18 deputados da primeira legislatura (de 1970 a 1983) 8 deles entre nós: Alberto Cubel, Arthur J. do Amaral, Londres Machado, Odilon Nakasato, Osvaldo Dutra, Sergio Cruz, Sultan Raslan e Walter Carneiro. No evento da inauguração do estacionamento da Assembleia o deputado Gerson Claro homenageou esses pioneiros. Londres é o único com mandato.

LÍDIO LOPES: No 4º mandato na Assembleia Legislativa demonstrou vigor ao assumir o comando do Avante no estado, em evento prestigiado inclusive pelo notável Augusto Cury. Entusiasmado, prometeu percorrer todos os municípios e já tem montada a chapa, inclusive com 8 mulheres.  Quem foi à Câmara Municipal da capital saiu impressionado com o clima otimista. Impressiona a capacidade do deputado em se reinventar.

PRATICA x GRAMÁTICA:   O questionamento vem desde a infância: a pratica adquirida com a lida diária ou o conhecimento teórico? Em ano de eleições para o Executivo, esse é um tema pertinente. Inegável que ambas se complementam também na gestão pública. O ideal é ser conhecedor de leis e do planejamento técnico para solução dos desafios concretos da sociedade.

A PRATICA: Tanto na iniciativa privada como na gestão pública, projetos tidos como viáveis podem gorar na hora da execução. Consequência da incapacidade de lidar e adequar com os recursos disponíveis. Nas duas situações pode pesar o despreparo para suportar os desafios técnicos e burocráticos. Mas o vencedor na iniciativa privada leva vantagem sobre os teóricos.

PERFIS: Com os pré-candidatos ao Governo Estadual desfilando com suas retóricas, nada mais oportuno do que estabelecer comparações entre todos os eles, analisando o potencial e seus respectivos projetos (se é que tem). O currículo há de ser compatível com as necessidades da nossa realidade social e econômica. Aí entra a questionável capacidade de gerenciamento.

ESCOLHA:  Posto as argumentações acima, é possível sugerir que os leitores façam análise comparativa dos nomes colocados como pré-candidatos ao Executivo. Com seriedade e bom senso é possível chegar naquele que mais se aproxima do portador das qualificadoras para ser um bom gestor. Eduardo Riedel, João Catan, Fabio Trad, Jefferson Bezerra e quem mais?

ALTO ASTRAL: Ao seu estilo, o ex-prefeito Guerreiro (Três Lagoas) confiante no projeto de voltar à Assembleia. Questionado, até reconhece que ‘forças ocultas’ tentaram minar seu plano, mas desistiram diante do apoio conferido nas pesquisas. E mais; os dirigentes do PSDB tem plena consciência da importância maiúscula dele no desempenho da sigla como um todo.

ATOLADO: “ Um país não vai para o brejo de um momento para outro. Vai aos poucos, construindo sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e audácia dos canalhas”, ( Cora Ronai em À caminho do Brejo)

SIM OU NÃO? Para seus defensores, o controle da mídia combate a desinformação, protege as minorias, impede incitação à violência, é questão de segurança nacional. Mas para os críticos é censura estatal para silenciar a oposição, o fim da imprensa livre, dá ao Poder a exclusividade da narrativa dos fatos e prejudicaria a democracia. E pergunto: qual a opinião do leitor?

DESAFIOS: Tanto essa questão do controle da mídia como a mudança da jornada de trabalho (fim do modelo 6 x 1) precisam ser tratados com a máxima cautela. Sem ingenuidade, é bom lembrar que estamos num ano de eleições e não seria exagero admitir a abordagem e uso em benefício dos seus idealizadores que pretendem assim juntar o útil ao agradável. De leve…

LEI DO GERSON:  “O brasileiro quer um país diferente, desde que não envolva sacrifícios pessoais. Quer mais Estado e menos impostos. Não é genial? Quer que as coisas mudem, que a corrupção acabe, mas sem mudar seu comportamento. A gente se acha malandro tirando onda de gringo otário. Quem são mesmo os otários? ” (Mariliz Pereira Jorge)

INTERROGAÇÃO: Se após rejeição do nome de Jorge Messias para o STF a oposição já via o fim político de Lula, uma espécie de apocalipse, bastou pouco tempo para a nova realidade do quadro. Todo esse escândalo do Banco Master que promete novos e ‘emocionantes’ capítulos, já deixou Flavio Bolsonaro em situação difícil. Insistir com ele ou substituí-lo?  Eis a questão.

IZA MARCONDES: Politicamente é confortável a situação dela como pré-candidata a deputada federal. Eleita vereadora em Dourados com 2.998 votos, tem o discurso pronto e sua linguagem e estilo teriam eco nas urnas. Filiada ao Republicanos, sabe que mesmo no caso de não ser eleita – poderá colherá dividendos. Basta não avançar o sinal. Sabe como é…

OUTRA ÉPOCA: Em 1932, para saber a tendência do eleitorado o jornal ‘Libert Digest’, enviou 20 milhões de cédulas aos eleitores; cerca de 3 milhões delas foram devolvidas preenchidas. O vencedor foi o grande Franklin D. Roosevel – confirmado nas urnas e por sinal reeleito 3 vezes (1936/40/44 – tendo falecido em 1945.

ESTRAGOS: Confusa a trajetória do casal Tio Truts e Raquelle Truts. Com 32.566 votos ele não se reelegeu deputado federal e ela com 1.0752 votos não foi eleita deputada estadual. Agora ambos reaparecem no episódio eleitoral premiando João Matogrosso com o mandato na Assembleia, em substituição a Neno Razuk, por conta da recontagem dos votos anulados do PL.

ILUSÃO: Aqui as eleições presidenciais e parlamentares são paralelas. O eleitor não tem como aferir os perfis e propostas dos candidatos ao Congresso. Nos ‘USA’, parte do Senado e Câmara são eleitos na metade do mandato presidencial. Na França se escolhe primeiro o presidente e só após os parlamentares. Aí, o eleitor decide em dar ou não a maioria aos governantes, fortalecendo-os ou obrigando-os a moderação.

SIM OU NÃO?  Política seria apenas para os profissionais, tidos como experientes raposas conhecedores das manhas e métodos questionáveis? Esse questionamento seria apenas uma desculpa para não proporcionar alterações no cenário em todas instâncias e não oportunizar chances a personagens novatos bem-intencionados. Pense nisso.

A PROPÓSITO: Vários vereadores – do interior inclusive – vão tentar vaga na Câmara Federal e Assembleia Legislativa. A primeira vista seria utopia, mas não é bem assim. Eles querem sobretudo manter a imagem e nome em evidência em suas respectivas cidades – preparando terreno para projetos futuros nas eleições municipais de 2028.

PILULAS DIGITAIS:

 A vida é casa alugada; nós somos só inquilinos.

A bola pune. (Muricy Ramalho)

O que é assaltar um banco, comparado a fundar um banco? (Bertold Brecht)

O pior cego é aquele que vê a louça suja na pia e não quer lavar

Só os que não sabem nada tem certeza de tudo. São os craques que decidem e embelezam o Mundial. (Tostão)

Vaidade; o defeito que mais aprecio nos homens. Eu sou a mão por baixo da saia da Mona Lisa.  (Al Pacino – no filme “O Advogado do Diabo”

A vida é curta demais para desentendimentos de longo prazo. (Elon Musk)

O futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais importante do que isso. (Bill Shankly – técnico do Liverpool)

Seu tempo é limitado, não o perca vivendo a vida de outra pessoa. (Steve Jobs)

Quem trabalha o dia inteiro não tem tempo de ganhar dinheiro. (John Rockfeller)

O futebol é simples, mas é difícil jogar simples. (Johan Cruyff)

Candidatos criados por inteligência artificial são bem mais aceitáveis do que os de burrice verdade.