Após 40 anos, amigos da antiga Fazenda Tamakavi revivem histórias, emoções e amizades inesquecíveis

BATANEWS/REDAçãO


Sidnei, professora Cida Professora e Genésio

O feriadão prolongado do Dia do Trabalhador de 2026 ficará marcado na memória de um grupo de amigos que viveu a infância e a adolescência na antiga Fazenda Tamakavi, no município de Itaquiraí, hoje conhecida como Assentamento Tamakavi. Após mais de 40 anos, antigos moradores se reencontraram para reviver lembranças, compartilhar histórias e fortalecer amizades que o tempo jamais conseguiu apagar.

Liderados pelo jornalista Sidnei Olegário, três irmãos partiram de Batayporã rumo ao local onde cresceram. A comitiva contou, além de Sidnei, com Genesio Olegário, o popular “Baiano”, Lorinete Olegário, conhecida como “Lora”, além da esposa de Sidnei, Silvaneide Santos, responsável pelos registros fotográficos que eternizaram os momentos especiais da viagem.

A programação começou na sexta-feira, 1º de maio, na residência dos anfitriões Carlos Aparecido, o “Carlinhos”, e Ivonete Pereira, a “Neti”, moradores de Naviraí. Logo nas primeiras conversas, as antigas resenhas tomaram conta do ambiente, trazendo à tona histórias da infância, travessuras, amizades e os desafios da vida simples vivida na fazenda durante as décadas de 70 e 80.

Em meio a um churrasco farto, cervejas geladas, refrigerantes e sucos, o reencontro ganhou clima de verdadeira confraternização entre familiares e amigos. Participaram também João Carlos e família, sempre alegre e cheio de boas lembranças da infância na roça; Dorval, irmão de Carlinhos, acompanhado da esposa Neuza; Edleuza Pereira; Silvia Pereira; Romildo Pereira "Romildão"; Roberto Pereira, conhecido como “Beto da Capasul”; Tony, filho de Carlinhos, acompanhado da esposa, além de Adauto, o famoso “Pega o Lebre”, junto dos filhos.

Uma das figuras mais animadas do encontro foi Jonas França, que arrancou gargalhadas da turma ao relembrar, e até aumentar, algumas histórias do passado, muitas delas já esquecidas pelos demais amigos.

Visita emocionante às origens
No sábado, o grupo seguiu rumo à antiga Fazenda Tamakavi. O primeiro compromisso foi uma visita carregada de emoção às antigas professoras Aparecida Marques Barbosa, conhecida carinhosamente como “Cida”, e Jucelma Marques Barbosa, além de Vldir esposa da professora Cida e o professor Valmiro Santana, esposa da professora Jucelma, e seus familiares.

Em seguida, a comitiva foi recebida por Ana Barbosa e seu esposo Fernando Pereira Lima, amigos dos velhos tempos, que prepararam um almoço especial para os visitantes. A mesa farta, repleta de pratos típicos e comida caseira, simbolizou a hospitalidade e o carinho que marcaram toda a viagem.

Conhecido desde criança como “Ney Olegário”, Sidnei, junto dos irmãos, fez questão de visitar diversos amigos da época e também agradecer às professoras pelos ensinamentos e pela dedicação que tiveram com as crianças da fazenda, em um período marcado por muitas dificuldades, mas também por valores sólidos, simplicidade e união entre as famílias.

O passeio pelas estradas da antiga fazenda trouxe recordações inesquecíveis. O grupo relembrou os campinhos de futebol improvisados escondidos entre as roças e pastagens, os caminhos percorridos a pé, as brincadeiras simples e a convivência comunitária que marcou gerações.

Mas o momento mais emocionante aconteceu quando os irmãos Olegário retornaram à antiga sede da fazenda. Algumas casas de madeira e a velha escolinha onde estudaram ainda permanecem de pé, resistindo ao tempo e preservando parte da história daqueles moradores.

Sidnei e Genesio não conseguiram esconder a emoção ao reencontrarem a antiga escola. Ao lado da professora Cida, registraram o momento pelas lentes de Silvaneide Santos, em uma cena marcada por abraços, gratidão e lágrimas discretamente escondidas.

Mais visitas e reencontros especiais
Ainda no sábado, já no fim da tarde, o grupo visitou os amigos Zé Carlos e Dinha, no Assentamento Santo Antônio, além de Cido e Edileuza, que também possuem propriedades na região.

O domingo foi reservado para novas visitas e mais momentos de recordação. A comitiva esteve com o antigo empresário e ex-presidente da ACEN, Moacir da Livraria, além dos amigos de infância Miro Freitas e Meire, Otaviano, Tito e familiares.

Outro momento marcante foi o encontro com um afilhado do patriarca da família Olegário, que relembrou histórias dos padrinhos Lorival Olegário e dona Terezinha, figuras muito respeitadas e queridas entre os antigos moradores da Tamakavi.

Encontro histórico já começa a ser planejado
Segundo Carlinhos, seriam necessárias muitas páginas para contar tudo o que foi vivido nos três dias de reencontro. “Se for contar tudo o que aconteceu nesses dias, dá para escrever uma revista inteira. Mas o importante é que a amizade continua viva, mesmo depois de tantos anos”, comentou.

Durante as conversas, o grupo já definiu a realização do 1º Encontro dos Antigos Moradores da Fazenda Tamakavi, previsto ainda para 2026. A proposta recebeu apoio até mesmo de antigos moradores que acompanharam as resenhas pelo grupo de WhatsApp, entre eles Edvado Pereira, Genaldo “Pé de Serra”, Genildo “Pichuka”, Antônio do Noé, Pedro do Zé Elias, Paulinho Vieira e diversos familiares.

A expectativa é de que o encontro reúna antigas gerações, filhos e netos dos ex-moradores da Tamakavi, em uma grande celebração marcada por música, alegria, histórias emocionantes e muitas lembranças de um tempo que jamais será esquecido.

“Não foi apenas um passeio, foi um momento muito especial. O Carlinhos e a Neti nos receberam em sua residência e lá nos sentimos em casa. O Carlinhos é parte da família Olegário, um irmão especial para todos nós, assim como sua esposa e filhos. Não tem como descrever a felicidade vivida nesses três dias. Foram 40 anos retratados em apenas três dias. Agora imagine como será o 1º Encontro dessa turma, vai ser emocionante. Eu sempre quis fazer esse encontro e agora a ideia ganhou força. Vamos seguir em frente com esse projeto”, relatou Sidnei Olegário.

Mais do que uma simples visita, o reencontro representou a valorização das raízes, da amizade verdadeira e da história construída por famílias que ajudaram a escrever parte da memória da região.