Saúde
Dourados registra primeira morte por chikungunya fora da reserva indígena e total chega a 8
BATANEWS/REDAçãO
Dourados confirmou a primeira morte por chikungunya fora da reserva indígena, elevando para oito o número de óbitos pela doença no município. A informação consta no boletim epidemiológico atualizado nesta quinta-feira (16) pela Secretaria Municipal de Saúde.
A vítima mais recente é uma mulher de 63 anos, de cor preta, que apresentou os primeiros sintomas no dia 7 de abril e morreu no dia 13. Com a confirmação, o cenário da doença passa a indicar avanço também na área urbana da cidade.
Até então, todas as mortes registradas estavam concentradas na população indígena. Agora, o novo caso marca a mudança no perfil dos óbitos e reforça a preocupação com a disseminação do vírus fora das aldeias.
O relatório aponta que Dourados vive um cenário de emergência em saúde pública, com alta circulação do vírus e crescimento dos casos na população não indígena nas últimas semanas.
Atualmente, o município soma 4.830 casos prováveis de chikungunya, com 1.747 confirmações e uma taxa de positividade de 67,5%, índice considerado elevado e indicativo de transmissão intensa da doença.
Além disso, há aumento na pressão sobre a rede de saúde, com média de atendimentos na UPA chegando a cerca de 450 por dia, número bem acima do período anterior à epidemia.
Dos oito óbitos confirmados, sete são de pacientes indígenas e apenas um de não indígena — justamente o caso mais recente. Todos os registros foram confirmados por exames laboratoriais.
Ainda há um óbito em investigação, envolvendo um adolescente indígena de 12 anos. Foi descartada a morte de uma criança residente na cidade.
Com a mudança no padrão da doença, autoridades de saúde reforçam a necessidade de intensificar medidas de prevenção, principalmente no ambiente urbano, onde há crescimento de casos.
O avanço da chikungunya fora da reserva indígena acende um novo alerta e indica que o enfrentamento à epidemia precisa ser ampliado para toda a cidade.
A chikungunya é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela dengue e zika, e sua proliferação está diretamente ligada à presença de água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros do mosquito, como recipientes, garrafas, pneus, calhas entupidas e qualquer objeto que possa acumular água. A colaboração da população é essencial para reduzir a circulação do vírus e evitar novos casos da doença.
*Com informações do Dourados Agora




