Educação
Lei que proíbe celulares nas escolas contribui para recorde histórico de aprovação em MS
BATANEWS/REDAçãO
A lei que proíbe o uso de celulares nas escolas brasileiras, implementada como política educacional em 2025, tornou-se um marco para o ensino no país. Em Mato Grosso do Sul, a medida ajudou a criar um ambiente mais organizado e favorável à aprendizagem, refletindo diretamente em resultados históricos na rede estadual de ensino.
Segundo o secretário estadual de Educação, Helio Daher, o Estado alcançou em 2025 o menor índice de reprovação já registrado em cerca de 20 anos de acompanhamento. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9). “É disparada a menor média. A série histórica acompanha a criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que tem o índice de reprovação em sua base de cálculo”, explicou.
O Ideb foi criado em 2007, quando os municípios passaram a oficializar dados como repetência e abandono escolar. De acordo com Daher, os índices anteriores àquele período eram ainda mais elevados, o que reforça que o resultado de 2025 representa um recorde histórico para Mato Grosso do Sul.
Outro dado positivo destacado pelo secretário foi a redução do abandono escolar, que atingiu apenas 0,1% no ano passado. “É muito baixo, é irrisório no universo da rede”, comentou. A proficiência dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática também alcançou o melhor desempenho já registrado, superando a média de 7 pontos. “A gente nunca tinha chegado. É uma média muito importante”, afirmou.
O ensino profissionalizante foi outro destaque da rede estadual em 2025. Em entrevista anterior ao Campo Grande News, Helio Daher ressaltou que Mato Grosso do Sul ultrapassou a média europeia de oferta, atingindo quase 50% dos alunos do Ensino Médio matriculados na educação profissional. “Passamos de 7% para 45%. Hoje, 100% dos municípios contam com pelo menos uma escola oferecendo educação profissional”, disse.
Para além do celular
Apesar dos bons resultados, o secretário avalia que a proibição do uso de celulares em sala de aula, prevista na legislação federal e regulamentada no Estado, não foi a única responsável pelos avanços. “A proibição contribui para um ambiente mais harmonioso e isso pode contar pontos na diminuição da evasão e da reprovação, mas fizemos muitas outras ações que deram resultado”, ponderou.
Entre as iniciativas citadas está um programa desenvolvido em parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que instituiu avaliações mensais e reforço pedagógico contínuo para estudantes com dificuldades de aprendizagem. Os alunos eram encaminhados para atividades de recuperação conforme suas necessidades específicas, ao longo de todo o ano letivo, e não apenas no fim do calendário escolar.
A infraestrutura das escolas também recebeu investimentos significativos. De acordo com o secretário, cerca de 70% das unidades escolares da rede estadual passaram por reformas, com investimentos que somam R$ 1,3 bilhão.
Além disso, o acesso à tecnologia educacional foi ampliado de forma planejada. A rede recebeu novos computadores e todas as escolas passaram a contar com ensino de robótica, estratégia que, segundo Daher, aumentou o engajamento dos alunos. “Ou seja, fizemos ações favoráveis em todos os aspectos da educação da rede estadual para chegar a esses dados”, concluiu.





