Soja dispara no mercado internacional e clima pressiona safra brasileira

Alta nos preços globais é impulsionada pelo acordo EUA-China enquanto atrasos no plantio e chuvas irregulares desafiam produtores, produção nacional da safra 2025/26 deve chegar a 178 milhões de toneladas.Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram

BATANEWS/OPR


Foto: Shutterstock

Os preços da soja registraram forte valorização no mercado internacional em outubro e início de novembro, impulsionados pelo acordo comercial entre Estados Unidos e China. De acordo com dados do Itaú BBA Agro, a commodity abriu outubro cotada a US$ 10,13 por bushel e fechou o mês em US$ 10,99, acumulando alta de 9%. Na primeira quinzena de novembro, a média chegou a US$ 11,09 por bushel, um aumento de 7,5% sobre outubro, com a expectativa de que a China adquira 12 milhões de toneladas ainda este ano e 25 milhões nos próximos três anos.

No Brasil, no entanto, a alta internacional não se refletiu integralmente nos preços ao produtor. Os prêmios da safra 2025/26 recuaram, mantendo a paridade de exportação no Mato Grosso em torno de R$ 105 por saca. No mercado spot, as cotações caíram levemente, com a saca em Sorriso negociada a R$ 119 (-1%).

O plantio da soja avança abaixo do esperado devido à irregularidade das chuvas, com maiores atrasos em Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Tocantins. Casos pontuais de replantio foram registrados em Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Paraná. Apesar dos desafios climáticos, as projeções indicam produção nacional próxima de 178 milhões de toneladas para a safra 2025/26, mantendo perspectivas favoráveis para o país.